Poco X7 Pro ou Redmi Note 15 Pro: qual comprar
Análise lida pelo Professor
Os dois são da Xiaomi, custam entre R$ 2.000 e R$ 2.400 na Amazon Brasil e disputam o mesmo comprador: quem quer o máximo por esse dinheiro. Mas não são o mesmo produto. O Poco X7 Pro é um celular de processador de topo com câmera mediana; o Redmi Note 15 Pro é um celular de câmera de 200 megapixels e bateria gigante com processador de meio de tabela. Esta análise coloca os dois lado a lado, mostra o que a imprensa mediu e o que os compradores dizem, e explica um detalhe que os dois anúncios da Amazon têm em comum: são versões importadas, sem a garantia da Xiaomi do Brasil.
O Poco X7 Pro foi anunciado em janeiro de 2025 e ficou conhecido como o celular mais potente da faixa de US$ 400, graças ao chip Dimensity 8400 Ultra, o mesmo nível de processador de aparelhos de R$ 5 mil. O Redmi Note 15 Pro 5G chegou em dezembro de 2025, um ano mais novo, com a aposta contrária: câmera principal de 200 megapixels, bateria de 6.580 mAh, tela de 6,83 polegadas e resistência a água com jato de alta pressão, mas com o Dimensity 7400 Ultra, um chip que pontua menos da metade do rival nos testes de desempenho.
Lado a lado
| Poco X7 Pro | Redmi Note 15 Pro 5G | |
|---|---|---|
| Tela | 6,67", AMOLED, 1,5K, 120 Hz, 3.200 nits de pico | 6,83", AMOLED, 1,5K, 120 Hz, 3.200 nits de pico |
| Brilho medido pelo GSMArena | 883 nits manual, 1.265 automático | 835 nits manual, 1.901 automático |
| Processador | Dimensity 8400 Ultra; AnTuTu 1.568.000 | Dimensity 7400 Ultra; AnTuTu 653.000 |
| Memória e armazenamento | 12 GB, 512 GB, UFS 4.0 | 8 GB, 256 GB, UFS 2.2 |
| Câmera principal | 50 MP, f/1,5, sensor de 1/1,95", OIS | 200 MP, f/1,7, sensor de 1/1,4", OIS |
| Ultra-angular | 8 MP | 8 MP |
| Câmera frontal | 20 MP | 20 MP |
| Vídeo | 4K a 60 fps | 4K a 30 fps |
| Bateria | 6.000 mAh na versão global | 6.580 mAh |
| Uso ativo medido pelo GSMArena | 12h43 | 15h30 |
| Recarga | 90 W: 83% em 30 min, cheia em 44 min | 45 W: 47% em 30 min, cheia em 1h13 |
| Resistência | IP68 e IP69, Gorilla Glass 7i | IP68 e IP69K, Gorilla Glass Victus 2, queda de 2,5 m |
| Peso e espessura | 195 g, 8,3 mm | 210 g, 8,0 mm |
| Extras | Alto-falantes estéreo, infravermelho, NFC | Alto-falantes estéreo, infravermelho, NFC, recarga reversa |
| Atualizações | 4 anos, até 2029 | Versão brasileira: até o Android 19 e 6 anos de segurança |
| Sistema | HyperOS 2, Android 15 | HyperOS 2, Android 15 |
A tabela resume a troca. O Poco tem o dobro de desempenho, o dobro de armazenamento, memória mais rápida, recarga que enche em 44 minutos e vídeo em 4K a 60 quadros. O Redmi tem a tela maior e mais brilhante ao sol, a bateria que dura quase três horas a mais de uso ativo, a câmera de sensor maior e a proteção mais robusta. Nos dois, a ultra-angular de 8 megapixels é fraca, a frontal é a mesma e a porta USB é lenta.
Quanto custa
| Poco X7 Pro | Redmi Note 15 Pro 5G | |
|---|---|---|
| Amazon hoje | R$ 2.365,66, 12 GB + 512 GB, preto; era R$ 2.499 | R$ 2.059, 8 GB + 256 GB, preto ou azul |
| Estoque | 5 unidades | 3 unidades |
| Preço oficial Xiaomi Brasil | R$ 5.199 no lançamento, 12 GB + 512 GB | R$ 4.499,99, só na versão 8 GB + 512 GB |
| Preço internacional de lançamento | US$ 374 | US$ 320 |
| Faixa justa segundo a Canaltech, julho de 2026 | R$ 2.000 a R$ 2.100 | — |
Aqui está o detalhe que pesa. Os dois anúncios da Amazon custam menos da metade do preço oficial da Xiaomi no Brasil porque são a versão global, importada por vendedores parceiros. O anúncio do Poco avisa: “carregador padrão BR ou EUA, enviado conforme disponibilidade”. Um comprador do Redmi confirma: “a única coisa é que o carregador não é o padrão brasileiro”. Funcionam normalmente nas redes brasileiras e recebem as atualizações globais, mas não têm a garantia da Xiaomi do Brasil nem a assistência autorizada; a garantia é a do vendedor. É a mesma troca que a Canaltech descreve: preço “mais chamativo” contra “ausência de garantia nacional e de suporte legal”. Quem não aceita essa troca deve olhar o Poco X8 Pro, lançado oficialmente no Brasil este ano a partir de R$ 2.229, com garantia da Xiaomi.
O que a imprensa diz
| Poco X7 Pro | Redmi Note 15 Pro 5G | |
|---|---|---|
| Média de análises no Notebookcheck | 80,6%, em 160 análises | 78,0%, em 37 análises |
| Notebookcheck, análise própria | 81% | — |
| GSMArena | "o smartphone mais potente na faixa dos 400 euros" | 78; "um pacote sensato e polido que faz muita coisa certa" |
| TechRadar | "um dos celulares baratos de melhor valor que você pode comprar agora" | 70; "um bom desempenho prejudicado por software desleixado" |
| Tech Advisor | "Tão perto, e tão longe", pela câmera | 70 |
| Phone Arena | — | 72; "espere descontos" |
Sobre o Poco, o consenso é que o hardware é de outra faixa de preço e a câmera não acompanha: o Tech Advisor resumiu no título, e o GSMArena reclamou que a bateria de 6.000 mAh rende menos do que o número sugere. Sobre o Redmi, o elogio vai para tela, bateria e câmera principal, e a crítica para o desempenho “de meio de tabela” e para o software: o TechRadar chamou o HyperOS de “desleixado” pelos anúncios e aplicativos pré-instalados, e o GSMArena apontou que ele chega com Android 15 quando o 16 já existe. Vale notar que o GSMArena, ao listar alternativas ao Redmi, cita justamente o Poco X7 Pro como “o competidor principal, com processador mais potente e memória UFS 4.0”.
A nota dos compradores na Amazon Brasil
| Poco X7 Pro | Redmi Note 15 Pro 5G | |
|---|---|---|
| Nota média | 4,8 de 5 | 4,6 de 5 |
| Avaliações | 3.408 | 170 |
| 5 estrelas | 90% | 83% |
| 4 estrelas | 5% | 8% |
| 3 estrelas | 3% | 3% |
| 2 estrelas | 0% | 0% |
| 1 estrela | 2% | 6% |
O Poco tem vinte vezes mais avaliações, porque está no mercado há mais tempo, e a nota mais alta. Os compradores repetem o que a imprensa disse: “a câmera realmente não é o forte do celular, mas o custo-benefício em si é muito grande, sobretudo de hardware”, escreve um; “esquenta um pouco na mão, mas nada que atrapalhe”, diz outro; e um terceiro, dono há um ano, resume a queixa mais comum: “o único senão vem do fabricante: o HyperOS vem poluído de apps inúteis e com propaganda”. Do Redmi, os elogios vão para as fotos (“as fotos ficam perfeitas”, “câmeras maravilhosas”), para a bateria (“dura dois dias inteiros”) e para o carregador que vem na caixa; a única nota 4 lembra que não há entrada para cartão de memória.
As reclamações que se repetem
No Poco X7 Pro: calor e software. Em jogos longos, o aparelho chega a 40 a 43 °C e reduz o desempenho; há quem use cooler externo. As atualizações do HyperOS trouxeram relatos de reinicializações, travamento ao abrir a câmera e vídeo em 4K a 60 fps engasgando depois da versão 3. A ultra-angular e a selfie são medianas, não há eSIM, e a versão europeia vem sem carregador na caixa. A propaganda nos aplicativos do sistema é a queixa mais citada por brasileiros.
No Redmi Note 15 Pro: desempenho e software. Para uso do dia a dia, ele não engasga; em jogos pesados, aparecem quedas de quadros, e a memória UFS 2.2 é de uma geração atrás. Depois de atualizações, usuários relataram o 5G caindo para 4G e o Wi-Fi desconectando ao acordar a tela. O vídeo noturno tem ruído, a ultra-angular é fraca à noite, o sensor de proximidade é virtual e o HyperOS tem os mesmos anúncios do Poco.
Nos dois: importação sem garantia nacional, carregador que pode vir em padrão estrangeiro, USB 2.0, sem cartão de memória, sem recarga sem fio.
Para quem cada um faz sentido
O Poco X7 Pro é a compra para a maioria, e por R$ 300 a mais leva o dobro do armazenamento. Ele tem um processador que o Redmi não alcança, memória mais rápida, recarga em 44 minutos, vídeo em 4K a 60 e a nota de 3.400 compradores. É o celular para quem joga, para quem vai ficar quatro anos com o aparelho e quer que ele continue rápido, e para quem tira foto casual. A câmera é boa de dia e mediana à noite, e ele esquenta em jogos longos.
O Redmi Note 15 Pro 5G é para quem coloca a câmera e a bateria na frente do desempenho. O sensor de 200 megapixels é maior e melhor em pouca luz, a tela é maior e vai a quase 1.900 nits ao sol, a bateria rende três horas a mais e o corpo aguenta mais. Em troca, um processador de meio de tabela e 256 GB. É o aparelho de quem usa o celular para fotografar, ler e assistir, não para jogar.
Se a garantia nacional importa, nenhum dos dois anúncios serve: o Poco X8 Pro oficial da Xiaomi, a partir de R$ 2.229, é a opção com assistência no Brasil, e traz corpo de alumínio e vidro, bateria de 6.500 mAh e recarga de 100 W.
Onde comprar
O Tectônica pode receber comissão por compras feitas a partir dos links acima, conforme o aviso no topo desta análise. Preços consultados na Amazon Brasil em 5 de setembro de 2026 e sujeitos a mudança. Os dois anúncios são da versão global, vendida por parceiros da Amazon, sem garantia da Xiaomi do Brasil.
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