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Guerra fria tecnológica militariza o espaço e as cadeias de suprimento

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Capítulo 9 do Tecnologia em Perspectiva
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A interferência diária em sinais de GPS na região do Báltico, alertada pelo Comando Espacial da Alemanha, e o avanço dos testes antissatélite mostram como a órbita terrestre se converteu em área de negação de serviço. Em solo, dados do conselho de comércio de Taiwan, o TAITRA, apontam que mais de 56% das empresas locais enfrentam prejuízos devido aos custos logísticos inflacionados por conflitos globais. Na análise do Professor, a antiga confiança da economia globalizada ruiu, dando lugar a uma nova dinâmica de barreiras eletromagnéticas e asfixia de infraestruturas críticas.

Paralelamente, a tentativa ocidental de conter o avanço rival por meio de sanções tem impulsionado a independência tecnológica chinesa, evidenciada pelo feito da startup LandSpace ao pousar e reutilizar o primeiro estágio de um foguete comercial. Na frente dos softwares, a OpenAI interrompeu por duas semanas o treinamento de novos modelos sob a justificativa de realizar testes de segurança, embora circulem rumores entre observadores cibernéticos de que a pausa decorreu do cruzamento acidental de limites críticos de ciber-risco. O Professor vê nesses movimentos a demonstração de que a inteligência artificial de fronteira deixou de ser um produto comercial para ser tratada como ativo de valor bélico ou de desestabilização sistêmica.

Esse cenário de desconfiança e risco impele empresas como a Nvidia a investirem na construção de supercomputadores inteiramente isolados e autossuficientes em energia, como a estrutura erguida em Ohio. A ideia de uma nuvem etérea e sem fronteiras cede espaço, assim, para um cenário em que a disputa tecnológica é novamente balizada por bunkers físicos, aço e disponibilidade contínua de energia.

Fontes: 1 · 2 · 3 · 4 · 5

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