Satélites de vigilância e drones com IA ampliam a disputa militar
Capítulo 4 do Tecnologia em Perspectiva
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As lições do conflito na Ucrânia alteraram a doutrina militar ao demonstrar a vulnerabilidade de satélites centralizados frente à resiliência de constelações em órbita baixa da Terra (LEO). Como reflexo, a Força Espacial dos Estados Unidos e o Japão enviaram uma carga de vigilância a bordo do satélite japonês Quasi-Zenith Satellite 7 para monitorar o Indo-Pacífico. Em movimento espelhado, a empresa chinesa SpaceSail captou cerca de um bilhão de dólares para expandir a rede Qianfan para duzentos e trinta e oito satélites. Na análise do Professor, Pequim busca assegurar sua própria soberania orbital ao observar como redes descentralizadas resistiram à guerra eletrônica.
Essa lógica estende-se às fronteiras terrestres através da Iniciativa de Dissuasão do Flanco Leste da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), projeto para espalhar milhares de drones monitorados por inteligência artificial ao longo de três mil e quinhentos quilômetros de fronteira com a Rússia e Belarus. Embora a diretriz ocidental exija a autorização de um operador humano para disparos letais, o Professor vê nessa restrição um potencial gargalo tático, pois o embaralhamento de sinais e o excesso de alarmes falsos em combate podem levar operadores à exaustão e a erros preventivos.
A sustentação dessas tecnologias enfrenta ainda uma assimetria alfandegária promovida pela China, que atrasa a liberação de germânio, materiais à base de quartzo e ímãs de neodímio essenciais para o setor aeroespacial e óptico em Taiwan. O cenário aponta que a continuidade desse gargalo burocrático pode incapacitar a ilha de suprir a demanda ocidental, forçando os Estados Unidos e a Europa a redirecionar dezenas de bilhões de dólares para recriar cadeias locais de mineração.





