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Minecraft Dungeons II: a sequência troca as fases por um mundo aberto, recebe nota 75 da crítica e divide os jogadores na Steam

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Matéria narrada pelo Professor

Seis anos depois do primeiro jogo, Minecraft Dungeons II chegou em 29 de setembro de 2026 ao PC, ao PlayStation 5, ao Xbox Series X|S, ao Nintendo Switch e ao Nintendo Switch 2, e entrou no Game Pass Ultimate no mesmo dia. Feito pela Mojang em parceria com o estúdio britânico Double Eleven, o jogo custa US$ 29,99 e R$ 139 na Steam brasileira, aceita até quatro jogadores juntos e permite partidas entre todas as plataformas. A crítica aprovou: nota 75 no Metacritic e média 76 no OpenCritic. Entre os jogadores, a recepção foi mais dividida: em 5 de outubro, 63% das mais de 8 mil avaliações da Steam recomendavam o jogo. Esta matéria explica que tipo de jogo é, o que mudou em relação ao primeiro, quanto custa, como funciona o jogo em grupo e o que dizem críticos e jogadores.

Que tipo de jogo é

Minecraft Dungeons II não é o Minecraft que a maioria conhece. Não há mineração nem construção. É um jogo de ação com saque: o jogador enfrenta ondas de monstros, derrota chefes e recolhe armas, armaduras e itens mágicos deixados pelo caminho, sempre em busca de um equipamento melhor que o anterior.

O gênero tem nome próprio em inglês, *dungeon crawler*, algo como “explorador de masmorras”. A câmera fica no alto, olhando a cena de cima e em diagonal, e o combate é direto: espada, martelo, besta, adaga ou cajado, combinados com artefatos de poder especial.

O jogo foi pensado para grupos. Até quatro jogadores podem formar uma equipe, no mesmo sofá ou pela internet, e o jogo também pode ser jogado sozinho. A classificação indicativa nos Estados Unidos é para maiores de 10 anos, por violência de fantasia.

A história começa depois dos acontecimentos do primeiro jogo. Um grupo de *illagers*, os aldeões vilões do universo Minecraft, descobre um portal subterrâneo para o Sift, uma dimensão nova, cheia do poder das almas. Com esse poder, três deles se tornam figuras quase invencíveis e formam um conselho. Começam a rasgar fendas entre as dimensões e a corromper os monstros, que ficam mais fortes. Os heróis montam uma base nova, chamada Brave Haven, e partem para detê-los.

O que muda em relação ao primeiro jogo

A mudança mais visível está na estrutura. No primeiro Minecraft Dungeons, o jogador escolhia cada fase num mapa e entrava numa missão fechada. Na sequência, o mundo é aberto: as regiões estão ligadas entre si, o jogador anda livremente de uma para outra, e estações de carrinho de mina funcionam como atalho para viagens rápidas.

O personagem também ganhou novos movimentos e novas peças de equipamento:

– Pulo. O herói agora salta, o que entra tanto no combate quanto em trechos de plataforma.

– Armadura em quatro peças. Em vez de uma armadura única, cada parte do corpo recebe a sua, e cada peça pode ser encantada.

– Talismãs. Itens novos que dão efeitos passivos, isto é, bônus que funcionam o tempo todo, sem o jogador precisar ativá-los.

– Inventário reorganizado, para lidar com a quantidade maior de itens.

O jogo usa o Unreal Engine 5, o motor gráfico da Epic Games, e a dimensão do Sift ganhou um visual fluorescente, de cores fortes, que contrasta com o mundo de blocos tradicional.

Depois da campanha principal, há conteúdo para continuar jogando. A principal atividade de fim de jogo são as Tempestades de Almas (*Soul Storms*), eventos com tempo marcado, que mantêm a caça ao equipamento depois do fim da história.

Do anúncio ao lançamento

O jogo foi anunciado na Minecraft Live de março de 2026, a apresentação periódica da Mojang sobre as novidades do universo Minecraft. Na ocasião, a previsão era de lançamento no outono do Hemisfério Norte, entre setembro e dezembro.

A data veio em junho, na Xbox Games Showcase, a grande apresentação anual da Microsoft para jogos: 29 de setembro. Antes do anúncio oficial, a data já tinha aparecido por engano numa página da loja virtual da Nintendo, que foi publicada antes da hora.

O anúncio teve efeito até no jogo antigo. Na semana da Xbox Games Showcase, o primeiro Minecraft Dungeons atingiu na Steam o maior número de jogadores simultâneos da sua história: 7.873 pessoas ao mesmo tempo, em junho de 2026.

A pré-venda abriu junto com a data. Quem comprou antecipadamente, até 28 de setembro, recebeu duas aparências de herói, uma capa e um mascote de bônus.

Onde jogar, quanto custa e o Game Pass

Item Detalhe
Lançamento 29 de setembro de 2026
Plataformas PC (Steam e loja da Microsoft), PlayStation 5, Xbox Series X\ S, Nintendo Switch e Nintendo Switch 2
Edição padrão US$ 29,99 · R$ 139,00 na Steam brasileira
Edição Deluxe US$ 49,99 · R$ 229,00 na Steam brasileira
Game Pass Ultimate e PC Game Pass desde o primeiro dia (edição padrão)
Jogadores 1 a 4, no mesmo aparelho ou pela internet

A edição Deluxe inclui uma capa, um mascote, quatro aparências de herói e acesso a duas expansões futuras, os pacotes de conteúdo adicional que serão lançados depois.

O jogo está no Game Pass, o serviço de assinatura da Microsoft que dá acesso a um catálogo de jogos por uma mensalidade. Entrou no primeiro dia nos planos Ultimate e PC Game Pass. A assinatura dá acesso à edição padrão; os extras da Deluxe são vendidos à parte. Segundo o site Insider Gaming, o plano intermediário, o Game Pass Premium, deve receber o jogo em até 12 meses depois do lançamento, como prevê a política da Microsoft para os seus jogos.

O jogo também faz parte do Xbox Play Anywhere: quem compra uma vez no Xbox leva a versão de PC da loja da Microsoft, e vice-versa.

No PC, os requisitos são modestos. A configuração mínima pede 8 GB de memória e uma placa de vídeo do nível da GeForce GTX 1050. A recomendada sobe para 16 GB de memória e uma placa do nível da GeForce GTX 1060.

Jogo em grupo entre plataformas

O jogo em grupo é o centro de Minecraft Dungeons II, e aqui a sequência é generosa. Há três formas de jogar junto:

– No mesmo sofá, com a tela compartilhada.

– Pela internet, com amigos ou com desconhecidos encontrados pelo sistema automático de formação de grupos.

– Misto, combinando as duas: por exemplo, duas pessoas num sofá e duas em outra casa, na mesma partida.

O jogo entre plataformas funciona em todas as versões: um jogador de PlayStation 5 pode entrar no grupo de um amigo no PC, e um jogador de Switch 2 pode se juntar a alguém no Xbox. Há também códigos de grupo para facilitar a entrada nas partidas.

A ligação entre as plataformas passa pela conta Microsoft, que precisa ser vinculada em todos os aparelhos. Com ela, o progresso fica salvo na nuvem e pode seguir de uma plataforma para outra. Há uma ressalva: compras feitas numa loja, como os bônus da edição Deluxe, podem não aparecer em outra plataforma. E nos consoles, jogar pela internet exige a assinatura de jogo online de cada fabricante.

O que disse a crítica

A recepção da crítica especializada foi favorável. Em 5 de outubro de 2026:

– no Metacritic, site que reúne as notas da imprensa, a versão de Xbox Series X tinha nota 75, a partir de 31 análises: 18 positivas, 13 medianas e nenhuma negativa;

– no OpenCritic, outro agregador de notas, a média era 76, com 73% dos críticos recomendando o jogo, a partir de 44 análises.

As notas individuais variaram bastante:

Veículo Nota
Destructoid 9 de 10
TheSixthAxis 8 de 10
GameSpot 7 de 10
GamesRadar+ 7 de 10
IGN 6 de 10
GamingBolt 5 de 10

Os elogios se concentraram em três pontos. O primeiro é que a sequência amplia e melhora o primeiro jogo em quase todos os aspectos, na avaliação do Destructoid, que deu a nota mais alta. O segundo é a variedade de combinações de equipamento, que o meio chama de *builds*: a montagem de armas, armaduras e talismãs que define o estilo de cada herói. Para o GameSpot, é uma sequência mais ambiciosa, que dá ao saque, às combinações e ao mundo a profundidade que faltava antes. O terceiro é o combate, simples e satisfatório, com a mistura de golpes de perto e ataques à distância.

O GamesRadar+ destacou um jogo bem acabado, que crianças e adultos podem aproveitar juntos. O Destructoid também considerou o preço de US$ 30 um bom negócio pelo que o jogo oferece.

As críticas foram em outra direção. A IGN considerou o jogo raso, com história simples, combate sem profundidade e pouco aproveitamento do universo Minecraft, bom para algumas noites de diversão sem compromisso. A GamingBolt, que deu a nota mais baixa, criticou a progressão do saque, com itens raros que caem pouco e rendem pouco, um sistema de fabricação de itens limitado e poucas atividades no mundo aberto. Calculou a campanha em cerca de 25 horas.

Mesmo entre os elogios, um ponto aparece com frequência: a sequência evolui o que já existia, sem arriscar ideias muito novas.

O que dizem os jogadores

Na Steam, a recepção do público foi mais dividida do que a da crítica, e melhorou ao longo da primeira semana.

No dia do lançamento, segundo a GamingBolt, só 48% das primeiras 760 avaliações eram positivas. As queixas mais comuns, de acordo com o site, eram três: falhas na vinculação da conta Microsoft, exigida também de quem compra pela Steam; travamentos; e um esquema de controle com mouse e teclado considerado mal resolvido.

Em 5 de outubro, o quadro era outro. Das 8.205 avaliações na Steam, 5.160 recomendavam o jogo, cerca de 63%, o que a loja classifica como “Neutras”. Entre as avaliações escritas em português, a aprovação era maior: 157 de 206, cerca de 76%, classificação “Ligeiramente positivas”. No Metacritic, a nota dos usuários era 8,0, com 73 avaliações.

Nos comentários, a reação da comunidade tem dois lados. Parte dos jogadores elogia a exploração livre e as novas combinações de equipamento. Outra parte, especialmente entre fãs antigos, sente falta das missões fechadas do primeiro jogo e relata defeitos técnicos e repetição no fim de jogo.

Quanto ao número de jogadores, só há dado público da Steam. Segundo o site SteamCharts, o pico de pessoas jogando ao mesmo tempo na loja foi de 25.156, mais de três vezes o recorde do primeiro jogo na mesma loja. Em 5 de outubro, o pico das 24 horas anteriores era de 16.688. Esses números deixam de fora quem joga no Xbox, no PlayStation, no Switch, na loja da Microsoft e pelo Game Pass, e por isso medem só uma fatia do público.

O primeiro Minecraft Dungeons, como contexto

O primeiro jogo foi lançado em 26 de maio de 2020, também pela Mojang e pela Double Eleven, para PC, PlayStation 4, Xbox One e Nintendo Switch. Chegou à Steam em setembro de 2021. Teve seis expansões pagas e, depois delas, três temporadas de conteúdo gratuito.

O sucesso foi de público. O jogo passou de 15 milhões de jogadores em fevereiro de 2022 e de 25 milhões em setembro de 2023, segundo a própria Mojang. É o maior sucesso entre os jogos derivados de Minecraft. Foi também em setembro de 2023 que o estúdio anunciou o fim do desenvolvimento: a atualização 1.17 seria a última, e a equipe passou a trabalhar em novos projetos.

Com a crítica, o primeiro jogo foi mais modesto que a sequência: as notas no Metacritic iam de 70 a 78, conforme a plataforma. Os críticos o acharam divertido e charmoso, com bons visuais e boa música, mas apontaram a campanha curta e a falta de profundidade. São justamente os pontos em que, para parte da crítica, a sequência mais avançou.

O que vem pela frente

A Mojang já confirmou conteúdo depois do lançamento. A edição Deluxe dá acesso a duas expansões futuras, e, segundo a GamingBolt, a primeira expansão paga está prevista para o fim de 2026. O Destructoid informou que novas campanhas em forma de conteúdo adicional já estão em desenvolvimento.

O que não se sabe

– Quantas pessoas jogam no total. A Microsoft e a Mojang não divulgaram números de vendas nem de jogadores somando todas as plataformas e o Game Pass.

– Datas e preços das expansões. A primeira está prevista para o fim de 2026, sem data marcada nem preço avulso divulgado.

– Quando os defeitos do lançamento serão corrigidos. As queixas sobre a conta Microsoft, os travamentos e os controles no PC estão registradas, mas não há cronograma público de correções.

– A data exata no Game Pass Premium. A previsão é de até 12 meses depois do lançamento.

O fecho

Minecraft Dungeons II chega com o que o primeiro jogo tinha de melhor, o jogo em grupo simples e acessível, e acrescenta um mundo aberto, mais opções de equipamento e partidas entre todas as plataformas. Serve bem a famílias, a grupos de amigos em plataformas diferentes e a quem quer um jogo de ação leve para várias noites. Para quem assina o Game Pass, a entrada é imediata. Para os demais, o preço de lançamento é o de um jogo intermediário, e as expansões prometidas são o próximo capítulo dessa história.

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