EntrarCriar conta

Internet via satélite explode na África e cria novos riscos de segurança

0
capitulo-12-4
0:00--:--

Capítulo 12 do Tecnologia em Perspectiva
Clique aqui para conferir a edição completa

A infraestrutura de conectividade na África passa por uma transformação acelerada, saltando dos gargalos dos cabos terrestres diretamente para as redes de satélites de órbita baixa. Essa agilidade operacional, contudo, dissolve o perímetro tradicional de TI das empresas. Para combater a falta de contexto de risco em nuvem resultante da pulverização de acessos remotos, a empresa de cibersegurança Rapid7 ampliou sua parceria com a distribuidora de nuvem StarLink — pertencente ao Infinigate Group e sem vínculo com os satélites da SpaceX —, focando suas operações no Egito, Nigéria, África do Sul e Quênia. Na análise do Professor, a rápida distribuição de terminais satelitais força as corporações a abandonarem a ideia de rede interna protegida e a adotarem modelos de confiança zero, onde qualquer ponto de acesso remoto precisa ser tratado como uma potencial porta de entrada para invasões cibernéticas.

Paralelamente, operadoras de rede física, como a Liquid Intelligent Technologies, tentam incentivar a manutenção da fibra óptica nas zonas urbanas enquanto assinam parcerias no atacado com constelações como o Eutelsat Group, buscando reter clientes corporativos que migram para o espaço devido às constantes quebras de cabos submarinos. O Professor vê nessa reação defensiva das operadoras o sintoma de um problema geopolítico muito maior: a perda da capacidade do Estado de interromper o fluxo de comunicação em seu território. Na República Democrática do Congo, facções extremistas afiliadas ao Estado Islâmico já utilizam painéis portáteis de órbita baixa para comando operacional e propaganda, neutralizando as táticas militares tradicionais de corte de torres de celular. O avanço da infraestrutura espacial aponta, dessa forma, para um cenário em que o avanço econômico gerado pela conectividade de alta velocidade passa a coexistir com pesadelos de segurança nacional e perda de controle jurisdicional sobre o espaço aéreo eletromagnético.

Fontes: 1 · 2 · 3 · 4 · 5

Compartilhar X Facebook

Deixe um comentário