Sonda BepiColombo se separa em duas no trajeto para Mercúrio
Capítulo 15 do Tecnologia em Perspectiva
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Lançada em outubro de 2018 em um esforço conjunto entre a Agência Espacial Europeia (ESA) e a agência espacial japonesa (JAXA), a sonda espacial BepiColombo está programada para descartar seu Módulo de Transferência de Mercúrio (MTM) em setembro de 2026. A manobra dividirá a nave em duas estruturas independentes — um orbitador planetário e um orbitador magnetosférico — para a fase final de aproximação ao planeta. A complexa arquitetura da missão baseia-se nas descobertas do matemático Giuseppe Colombo, que demonstrou a viabilidade de usar a gravidade de outros corpos celestes para desacelerar a nave no poço gravitacional do Sol, economizando o combustível necessário para a captura orbital final.
Contudo, anomalias de energia identificadas nos propulsores em maio de 2024 atrasaram a previsão de chegada de dezembro de 2025 para novembro de 2026, empurrando o início das pesquisas científicas para abril de 2027. Na análise do Professor, essa prorrogação não planejada no ambiente extremo do sistema solar interno eleva os riscos operacionais, pois a exposição prolongada à radiação e aos ciclos térmicos violentos pode causar fadiga na estrutura dos propulsores químicos inertes, limitando a capacidade da sonda de corrigir eventuais falhas. Apesar dos custos não divulgados e da ausência de detalhes sobre o destino do módulo descartado, o Professor vê nisso uma demonstração de soberania tecnológica de Europa e Japão, dispostos a financiar e operar hardware exótico para romper o histórico monopólio dos Estados Unidos na exploração do espaço profundo.




