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Tarifas estremecem o comércio automotivo na América do Norte

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Capítulo 13 do Tecnologia em Perspectiva
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O acordo comercial entre Estados Unidos, México e Canadá (USMCA), que substituiu o antigo NAFTA em 2020, elevou a exigência de conteúdo regional dos veículos para 75%. Desde 2025, a conformidade total tornou-se obrigatória, sujeitando as montadoras que descumprem a meta a tarifas de 25% com base na IEEPA, uma legislação de emergência econômica acionada sob a justificativa de segurança nacional. Além do índice regional, o tratado introduziu o Conteúdo de Valor de Trabalho (LVC), determinando que entre 40% e 45% do valor do automóvel seja produzido por trabalhadores com remuneração mínima de 16 dólares por hora, medida voltada a neutralizar a vantagem da mão de obra mexicana.

Para a revisão do acordo, agendada para setembro de 2026, os Estados Unidos propuseram elevar a cota regional para 82%, exigindo que 50% do conteúdo venha exclusivamente de território estadunidense. Na análise do Professor, enquanto grandes montadoras globais aceitam as restrições em troca de segurança jurídica para investir no mercado americano, os fornecedores intermediários enfrentam graves gargalos no modelo *just-in-time*. Sem uma posição formal do Canadá — cujas trocas atuais contam com quase 95% de isenção —, o cenário projetado aponta para duas saídas: ou o setor negocia um longo período de transição para as novas exigências, ou haverá um travamento burocrático na fiscalização aduaneira, gerando atrasos logísticos e inflação imediata repassada ao consumidor final.

Fontes: 1 · 2 · 3 · 4 · 5

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