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Valor Mortis: o jogo dos criadores de Ghostrunner chega em 13 de outubro, com Napoleão, mortos-vivos e Game Pass no primeiro dia

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Matéria narrada pelo Professor

Valor Mortis, o novo jogo do estúdio polonês One More Level, o mesmo de Ghostrunner, chega na terça-feira, 13 de outubro de 2026, ao PS5, ao Xbox Series X|S e ao PC. É um jogo de ação em primeira pessoa no estilo soulslike, ou seja, difícil e de combate exigente, numa versão sombria das Guerras Napoleônicas: um soldado do exército de Napoleão volta da morte numa Europa tomada por uma praga. Vincent Cassel dá voz ao imperador. O jogo custa US$ 39,99, entra no Game Pass Ultimate e no PC Game Pass no dia do lançamento, tem legendas em português e cerca de 20 horas de história. As críticas saem na véspera, em 12 de outubro. Esta matéria explica a história, o combate, quem está por trás e o que se sabe até agora.

A ficha

Item Valor Mortis
Estúdio One More Level (Cracóvia, Polônia)
Publicadora Lyrical Games, com a One More Level
Lançamento 13 de outubro de 2026 (14h de Brasília na PS Store)
Plataformas PS5 (com melhorias para PS5 Pro), Xbox Series X\ S e PC (Steam e Xbox)
Gênero ação em primeira pessoa, estilo soulslike, para um jogador
Duração cerca de 20 horas de história, segundo o estúdio
Preço US$ 39,99 (padrão); US$ 59,99 (Deluxe)
Game Pass Ultimate e PC Game Pass, no primeiro dia, também na nuvem
Idiomas legendas e menus em português do Brasil; vozes em inglês
Classificação 14 anos na loja da Xbox Brasil; 18 anos na Europa (PEGI) e M, para maiores, nos EUA (ESRB)
Críticas publicadas em 12 de outubro

A história

O protagonista é William, soldado da Grande Armée, o exército de Napoleão. Ele é trazido de volta de uma cova no campo de batalha e encontra uma Europa em ruínas. O avanço de Napoleão parou, e uma praga se espalha pelo continente. William volta com um “poder corruptor” nas veias, dado por uma substância que o jogo chama de Nephtoglobin.

Dentro da cabeça dele, duas vozes disputam sua lealdade. Uma é a do próprio Napoleão. A outra é a da Shrike, líder de uma rebelião no Leste Europeu ocupado. Cabe ao jogador decidir em quem confiar. Os inimigos são as abominações da chamada Guarda Eterna de Napoleão, soldados deformados pela praga.

É uma história alternativa: o cenário usa fatos e personagens reais do século 19, como Napoleão e suas guerras, mas imagina um rumo sobrenatural para eles.

O visual

A arte oficial do jogo na Steam resume o clima. Em primeiro plano, um soldado napoleônico de chapéu bicorne tem a cabeça rompida por filamentos vermelhos incandescentes, como se a praga brotasse de dentro dele. Atrás, uma fileira de granadeiros com os altos chapéus de pele da época, em silhueta, e um canhão abandonado, num campo de batalha sob céu vermelho e cinza.

É uma estética de pintura histórica que vira pesadelo: uniformes, armas e paisagens do começo do século 19, deformados pelo sobrenatural. O vermelho domina, e cada sinal da praga brilha no escuro.

O elenco

O destaque é o ator francês Vincent Cassel, que dá voz a Napoleão. A Shrike é interpretada por Jennifer English, a voz de Shadowheart em Baldur’s Gate 3. William tem a voz de James Alexander, e o Capitão Raphael é feito por Adam “Nergal” Darski. A trilha sonora é de Arkadiusz Reikowski e Oskar Bała.

Como se joga

Soulslike é o nome dado aos jogos inspirados em Dark Souls: combate difícil, inimigos que punem erros e progresso que se perde ao morrer, até o jogador voltar ao ponto da morte para recuperá-lo. Valor Mortis segue essa linha, mas em primeira pessoa, com a câmera nos olhos do personagem.

O combate gira em torno da energia, a estamina, que se gasta a cada ação. As principais ferramentas são:

– Defesa perfeita, o parry: bloquear no momento exato abre o inimigo para o contra-ataque.

– Esquiva rápida, para sair do alcance dos golpes.

– Execuções, golpes finais em inimigos vulneráveis.

– Uma arma em cada mão, como rapieira e pistola de pederneira. Também aparecem mosquete, bacamarte e espadão.

– Transmutações, os poderes sobrenaturais: fogo, escudo e gancho.

A movimentação vem da experiência do estúdio com Ghostrunner: há gancho, corrida pela parede, balanços e atalhos pelo cenário.

Na progressão, as armas brancas, as armas de fogo e a magia sobem de nível. A moeda do jogo são os Catalisadores, que caem no chão quando o jogador morre e precisam ser recuperados. Há missões secundárias e segredos para encontrar.

Entre os chefes já mostrados estão o General Lothaire, do segundo capítulo, e o Sargento Gaspard “Cannonhand” Dubois, que tem um canhão no lugar do braço. Para os chefes grandes, o jogo ajusta sozinho o campo de visão, para que eles continuem fáceis de enxergar.

Quem é a One More Level

A One More Level é um estúdio de Cracóvia, na Polônia. O grande sucesso da casa foi Ghostrunner, de 2020, que ganhou continuação, Ghostrunner 2, em 2023. Antes, o estúdio havia feito God’s Trigger, de 2019.

Valor Mortis é a primeira propriedade intelectual totalmente própria do estúdio, ou seja, um mundo e uma história que pertencem a ele. A publicação é da Lyrical Games, de Los Angeles.

Do anúncio ao lançamento

O jogo foi anunciado na Gamescom, em agosto de 2025, e teve um teste aberto em pré-alfa em outubro do mesmo ano. Em novembro, saiu o trailer “Crimson Plague”, e em abril de 2026 o jogo apareceu no evento Triple-i Showcase, dedicado a estúdios independentes. Em junho de 2026, apareceu no Xbox Games Showcase, com Vincent Cassel, e ganhou uma demo, que esteve entre as mais jogadas do Steam Next Fest.

Estava marcado para 24 de setembro, mas em junho o estúdio adiou para 13 de outubro, porque setembro estava lotado de lançamentos. Em agosto, o jogo ficou pronto para fabricação, com o disco indo para impressão. Na Gamescom de agosto de 2026, foi exibido um trailer de história; em 30 de setembro, saiu um trailer de visão geral; e o trailer de lançamento chegou em 9 de outubro.

O estúdio decidiu não abrir pré-venda: quer que o jogador veja o jogo pronto, e as críticas, antes de comprar. As análises da imprensa saem em 12 de outubro, um dia antes do lançamento.

O que disseram as prévias e a demo

As primeiras impressões foram, na maioria, positivas. O site Insider Gaming, que jogou no Summer Game Fest, elogiou o combate pesado e os chefes justos. O Shacknews, que jogou a demo, achou o primeiro capítulo linear demais, mas viu o jogo melhorar no segundo, chamado “Witch Hunt”, com a árvore de habilidades. O Destructoid, ainda na fase de pré-alfa, gostou da direção de arte e do combate quando ele funciona bem, e criticou movimentos que pareciam “flutuantes”.

O próprio estúdio publicou o que os jogadores da demo pediram: mais clareza no combate e nas áreas de acerto, mais variedade de chefes, otimização do uso do processador no PC e equilíbrio entre as partes de plataforma e de luta. A demo saiu do ar em setembro, porque já não representava a versão final.

Preço, edições e Game Pass

A versão padrão custa US$ 39,99. A Deluxe, por US$ 59,99, inclui uma grande expansão de história prevista para 2027 e pacotes de visual. Até 11 de outubro, as lojas brasileiras ainda não exibiam o preço em reais.

Quem assina o Game Pass Ultimate ou o PC Game Pass joga no dia do lançamento, sem pagar a mais, inclusive pela nuvem. No Xbox, o jogo também é Xbox Play Anywhere: comprado uma vez, roda no console e no PC.

A classificação indicativa varia por região: na loja da Xbox Brasil, o jogo aparece para maiores de 14 anos; na Europa e nos Estados Unidos, a classificação é para adultos.

Depois do lançamento, o estúdio promete um Novo Jogo+, para recomeçar mais difícil mantendo o progresso, ainda em 2026, e a dublagem em francês.

Requisitos no PC

Os requisitos mínimos publicados na Steam pedem Windows 10, processador Ryzen 5 3600 ou Core i5-10600K, 16 GB de memória, placa de vídeo Radeon RX 5600 XT ou GeForce GTX 1660 Ti e 60 GB em SSD, obrigatório. Nessa configuração, o jogo roda a 30 quadros por segundo em 1080p, com gráficos no mínimo.

Dicas para quem vai começar

– Treine a defesa perfeita desde o primeiro inimigo: no combate de energia, bloquear na hora certa vale mais do que atacar sem parar.

– Observe a barra de energia: ficar sem estamina no meio de um combo deixa o personagem exposto.

– Volte para buscar os Catalisadores depois de morrer, com calma: morrer de novo no caminho custa caro.

– Combine as duas mãos: a pistola abre distância, a rapieira finaliza.

– Use o cenário: gancho, parede e atalhos servem para fugir e para surpreender.

– Explore as missões secundárias e os segredos: rendem melhorias para as armas e para a magia.

– Se assina o Game Pass, experimente no dia do lançamento antes de decidir pela compra em outra plataforma.

O que ainda não se sabe

– As notas da crítica, que saem em 12 de outubro.

– O preço em reais, ainda não exibido nas lojas brasileiras.

– Os modos gráficos nos consoles: sites estrangeiros falam em 30 e 60 quadros por segundo, sem confirmação oficial.

– Um teste para assinantes do PS Plus Premium, citado por um site russo e não confirmado pela Sony.

Para quem é

Valor Mortis é para quem gosta de desafio, de combate de precisão e de ambientação histórica com terror. Quem jogou Ghostrunner reconhece a movimentação rápida; quem gosta de soulslikes encontra a mesma tensão, agora em primeira pessoa. E, para quem assina o Game Pass, é a chance de experimentar sem custo no dia da estreia.

O fecho

Napoleão, uma praga, um soldado que volta da morte e o estúdio de Ghostrunner: Valor Mortis chega com elenco de cinema, preço abaixo do de um lançamento grande e a confiança de quem decidiu não vender antes de mostrar. Na segunda-feira, saem as críticas; na terça, o jogo.

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