Hyundai enfrenta a primeira greve preventiva contra robôs humanoides
Em agosto de 2026, o sindicato da Hyundai Motor deflagrou uma greve geral de jornada completa nas fábricas sul-coreanas de Ulsan, Jeonju e Asan, gerando um prejuízo estimado em 1,86 bilhão de dólares e a paralisação na produção de mais de 62 mil veículos. Trata-se da primeira grande paralisação preventiva contra a automação por robôs humanoides. A tensão se intensificou após o grupo automotivo assumir cem por cento do controle da americana Boston Dynamics — comprando a participação remanescente do SoftBank por 325 milhões de dólares — para integrar à linha de produção o Atlas, um robô bípede com articulações de 360 graus voltado ao sequenciamento pesado. Os trabalhadores alegam que a medida visa ao corte de salários e exigem direito de veto para a entrada de máquinas nos locais de trabalho, além da extensão da idade limite de aposentadoria de 60 para 65 anos.
Na análise do Professor, os altos custos de manutenção do operariado mais velho aceleram a busca da montadora pela automação, enquanto o pânico sindical em relação a fábricas totalmente sem humanos esbarra na limitação atual das mãos sintéticas para manipular peças flexíveis, como fios e mangueiras. Contudo, os planos da empresa preveem a implementação de mais de 25 mil robôs Atlas até 2028, impulsionados por rumores de que a produção em massa pode reduzir o custo unitário da máquina de 140 mil para 30 mil dólares. Essa forte resistência operária na Coreia do Sul atua como incentivo para o deslocamento dessa vanguarda robótica para a Metaplant America, nova fábrica da montadora na Geórgia, Estados Unidos, onde a dinâmica sindical e regulatória é menos rígida.
O Professor vê nisso o nascimento da cláusula de resistência anti-inteligência artificial corporificada, um movimento que inevitavelmente ultrapassará o setor automotivo e passará a pautar as reivindicações de sindicatos no mundo inteiro na era dos humanoides em larga escala.
