EUA preparam tarifas de chips enquanto China acelera produção local
Capítulo 2 do Tecnologia em Perspectiva
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Em 2026, a política comercial dos Estados Unidos para semicondutores entra em uma nova fase com a confirmação, pelo Secretário de Comércio Howard Lutnick, de que o governo de Donald Trump estruturou uma política tarifária com isenções restritas a empresas que fabriquem em território americano. A medida complementa a tarifa de 25% já aplicada a certos chips de computação avançada importados com base na Seção 232. Na análise do Professor, esse movimento marca a evolução da contenção americana, que deixa de ser uma barreira puramente regulatória para se tornar uma alavanca de reindustrialização forçada na América do Norte.
Em resposta aos bloqueios externos — e após o plano estatal *Made in China 2025* falhar em atingir a meta de 70% de autossuficiência no final do ano anterior —, a indústria chinesa acelerou o investimento local. A fabricante AMEC, focada nas etapas de gravação e deposição, apresentou seis novas máquinas em um único dia, e seu presidente executivo, Gerald Yin, declarou a proximidade de uma autossuficiência básica. Diante da impossibilidade de acessar equipamentos de litografia ultravioleta extrema (EUV), a estratégia chinesa voltou-se para a arquitetura de empacotamento avançado e integração tridimensional de componentes maduros. O Professor vê nisso uma tentativa técnica de contornar limitações de precisão óptica por meio da engenharia de montagem.
Enquanto projeções de executivos locais e da presidente da associação SEMI China, Lily Feng, apontam para a expansão da capacidade global em tecnologias maduras e metas de até 80% de autossuficiência até 2030, a Information Technology and Innovation Foundation alerta para o risco de prejuízos ao PIB e ao consumo interno dos Estados Unidos. O cenário encerra a perspectiva de uma cadeia global unificada e aponta para dois caminhos: um ciclo de retaliações bilaterais com encarecimento da inteligência artificial e restrição de minerais críticos, ou a consolidação de um ecossistema chinês de 7 nanômetros comercialmente viável até 2030.





