O SO secreto da Microsoft ancorado no Copilot
Capítulo 11 do Tecnologia em Perspectiva
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Vazamentos de um protótipo experimental interno da Microsoft, denominado Projeto Aion, revelaram uma proposta de reestruturação do Windows para integrar inteligência artificial de forma nativa. O projeto substitui a interface tradicional com atalhos e o Menu Iniciar por uma navegação totalmente centrada no assistente Copilot. Construído sobre uma base de código restrita chamada Win3, o sistema abandona a execução local dos aplicativos do padrão Win32 e transfere a carga de processamento para a nuvem por meio do serviço de assinatura Windows 365, rebaixando o computador a um terminal leve.
Na análise do Professor, essa arquitetura tenta deslocar a indústria para uma computação guiada por intenção em linguagem natural, embora enfrente grande resistência de usuários corporativos acostumados ao controle mecânico direto. As informações da imprensa especializada sobre o paradeiro da tecnologia são contraditórias: o veículo Windows Latest aponta que o Projeto Aion foi engavetado e teve conceitos absorvidos pelo Windows 11, enquanto o Windows Central sugere que o código segue funcional e incubado, estruturado de forma agnóstica para ser compatível inclusive com o ecossistema do AOSP (projeto de código aberto do sistema Android).
O Professor vê nisso um potencial de migração da tecnologia para mercados onde a navegação espacial do desktop é inviável ou dispensável. Em um primeiro momento, a estrutura leve do sistema pode desafiar a liderança do ChromeOS no setor educacional e operacional; posteriormente, pode servir de base para dispositivos vestíveis, robótica industrial e óculos de realidade mista. Assim, mesmo sem substituir os sistemas operacionais tradicionais no curto prazo, os desdobramentos do Projeto Aion tendem a pavimentar a computação de proximidade e ambiental na próxima década.
