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capitulo-13

No dia 26 de agosto, a Meta e a EssilorLuxottica lançaram oficialmente no Japão a linha básica dos óculos inteligentes Meta Glasses. Com preço inicial de 50.600 ienes, 26 estilos disponíveis e suporte total a lentes de grau, o dispositivo busca o mercado de massa ao dispensar telas e focar a interação inteiramente em comandos de voz integrados à Meta AI. O aparelho fotografa e filma o tempo todo, alertando quem está ao redor apenas por meio de um LED frontal que pisca em branco durante a gravação. O lançamento sucede a introdução, em maio, das variantes premium com as marcas Ray-Ban e Oakley, em uma estratégia de portfólio desenhada para primeiro legitimar o formato como item de luxo e, em seguida, buscar volume de vendas com a versão genérica.

Apesar da ofensiva comercial, o dispositivo enfrenta a rigorosa sensibilidade cultural japonesa em relação à privacidade. Executivos como Masahiro Ajisawa, representante do Facebook Japan, e Alex Himmel, chefe global de vestíveis da Meta, reconhecem que a tecnologia por si só não garante o sucesso, que dependerá da compreensão da sociedade. Na análise do Professor, a empresa aposta que a utilidade diária da inteligência artificial combinada ao barateamento da armação funcional conseguirá superar a resistência moral do público. Paralelamente, serviços de redirecionamento mantêm aquecida a importação paralela de modelos americanos isentos de impostos, minando a estratégia de distribuição oficial. O Professor vê no Japão o teste de estresse definitivo para as câmeras vestíveis no mundo: se a conveniência prevalecer, o dispositivo poderá se normatizar no cotidiano e no trabalho; se a rejeição persistir, o aparelho enfrentará banimentos em transportes, comércios e escritórios, inviabilizando sua proposta de uso contínuo.

Fontes: 1 · 2 · 3

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