Anker Laptop Power Bank 25.000 mAh: o power bank de notebook vale a pena?
Análise lida pelo Professor
Um power bank de celular tem 10 ou 20 mil miliampère-hora e uma saída de 20 watts. Este da Anker tem 25 mil, três portas USB-C de 100 watts cada, dois cabos embutidos, um visor, e foi feito para o notebook: carrega um MacBook Pro na velocidade do carregador da caixa. É o power bank mais vendido da Amazon brasileira na categoria, com 11 mil avaliações e nota 4,5, vendido pela própria Anker. Esta análise mostra o que ele carrega e quantas vezes, o que a imprensa mediu, o que os compradores brasileiros dizem, a regra nova da ANAC para levá-lo no avião, e o motivo de ele não estar na lista de recolhimento de baterias da Anker de 2025.
Ficha
| Anker Laptop Power Bank (A1695) | |
|---|---|
| Capacidade | 25.000 mAh, 90 Wh |
| Saída total | 165 W com dois aparelhos; cerca de 130 W com três ou quatro |
| Portas | 3 USB-C de até 100 W cada (duas com cabo embutido, uma livre) + 1 USB-A de 33 W |
| Cabos embutidos | Um retrátil de 0,7 m, testado para 20 mil recolhimentos; um de 0,29 m que serve de alça, testado para 20 mil dobras |
| Visor | Porcentagem, potência de entrada e saída, tempo para encher |
| Recarga | Até 100 W de entrada: 30% em 22 minutos |
| Peso | 594 g |
| Avião | 90 Wh: abaixo do limite de 100 Wh da ANAC, bagagem de mão |
| Garantia | 18 meses, mais bolsa na caixa |
| Preço oficial | US$ 135, em promoção a US$ 96 nos EUA |
| Preço na Amazon Brasil | R$ 711,54 (de R$ 799), vendido pela AnkerDirect BR |
| Nota na Amazon | 4,5 em 11.640 avaliações (82% de cinco estrelas, 6% de uma) |
| Recall de 2025 | Não está na lista (A1642, A1647, A1652, A1257, A1681, A1689, A1263) |
O que 25.000 mAh carregam de verdade
Os miliampère-hora do rótulo são medidos na tensão da célula; o que chega ao aparelho, depois da conversão, é menos. A conta útil é em watts-hora: 90 Wh na entrada, cerca de 70 a 75 na saída. Um comprador brasileiro fez a medição em uma semana de uso e a publicou na Amazon: iPhone 17 Pro Max de 18% a 90% gastou 20% do power bank; iPad 11 de 19% a 100% gastou 38%; iPad mini de 23% a 100% gastou 30%. Outro resume: “carrega 100% do meu MacBook Air M4 e ainda metade do meu iPhone 15”. A regra prática:
| Aparelho | Recargas com uma carga do power bank |
|---|---|
| Celular de 4.500 a 5.000 mAh | 3 a 4 |
| Tablet | cerca de 2 |
| Notebook fino (MacBook Air, Dell XPS 13) | 1 completa |
| Notebook de 16" (MacBook Pro) | de 0 a 50% em 33 minutos; cerca de 70% no total |
| Notebook gamer de 150 a 200 W | não: a porta dá 100 W, o notebook descarrega jogando |
O que a imprensa mediu
Os testes independentes convergem no ponto forte: cada USB-C entrega 100 W de verdade, e um MacBook Pro carrega “na mesma velocidade do carregador da caixa”, com 50% em 33 minutos. Os três aparelhos ao mesmo tempo, notebook, celular e fone, “cada um recebe uma parte adequada”. O SmartGadgetKit deu 7,5 de 10 em setembro de 2026, “um dos melhores power banks de notebook que se pode carregar, desde que você esteja mesmo carregando um notebook”; um guia de 2026 deu 9 de 10. A crítica é uma só, repetida: 594 gramas, “não é algo que se enfia no bolso”; e é exagero para quem só carrega celular.
O que os compradores brasileiros dizem
Diferentemente da maioria dos produtos desta seção, a maioria das avaliações aqui é do Brasil, de 2026, e vem da loja oficial da Anker. Os elogios: “superou minhas expectativas, carrega MacBook Air, iPhone, iPad e acessórios”; “não sobreaquece”; “a bag de transporte que acompanha é formidável”; “conseguiu superar o Anker 737”, o modelo anterior; “os cabos são firmes”; e a praticidade de não carregar cabos soltos, o argumento que mais se repete. Um comprador que viajou registra que “os aeroportos não ligaram muito”. As queixas: “achei pesado, achava que fosse mais compacto” e “preço mais elevado que os demais, mas vale”.
A regra da ANAC, que mudou em 2026
Desde abril de 2026, a ANAC alinhou o Brasil às normas internacionais: power bank só na bagagem de mão, nunca despachado; até 100 Wh, liberado; de 100 a 160 Wh, só com autorização prévia da companhia; acima de 160 Wh, proibido; no máximo dois por passageiro; e é proibido recarregar o power bank a bordo. Este Anker tem 90 Wh e passa; os de 30.000 mAh ou mais, que chegam a 110 Wh, precisam de autorização. A capacidade em watts-hora vem impressa no corpo do aparelho, e é o que o fiscal olha.
O recolhimento de 2025
Em 2025, a Anker recolheu mais de 1,6 milhão de power banks nos Estados Unidos por risco de superaquecimento e incêndio, em duas levas: 1,15 milhão do PowerCore 10000 (A1263, vendido de 2016 a 2022) e 481 mil de cinco modelos mais novos (A1647, A1652, A1257, A1681, A1689), com 33 incidentes registrados. Este modelo, o A1695, lançado depois, não está em nenhuma das listas. É uma informação a favor, e também um lembrete de que o “não sobreaquece” das avaliações vale para uma marca que já errou nisso.
Para quem faz sentido
Para quem trabalha fora com notebook fino, viaja de avião e cansou de carregar cabos, é a compra certa: 100 W por porta, uma recarga inteira de notebook, cabos embutidos que resistem, visor, garantia de 18 meses e a loja oficial vendendo. R$ 711 é caro para um power bank e barato para o problema que resolve.
Para quem só carrega celular, é dinheiro e peso jogados fora: um power bank de 10.000 mAh e 30 W custa um quarto e pesa um terço.
Para quem tem notebook gamer ou estação de trabalho de 150 W ou mais, não serve: nem este nem nenhum power bank; é o caso da estação de energia da análise anterior.
Para quem viaja muito de avião, é o maior que passa sem perguntas: 90 Wh, abaixo do limite de 100 da ANAC.
Onde comprar
O Tectônica pode receber comissão por compras feitas a partir do link acima, conforme o aviso no topo desta análise. Preço consultado na Amazon Brasil em 6 de setembro de 2026 e sujeito a mudança.





