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Fim do Comico no Japão concentra os mangás verticais em grandes agregadores

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Capítulo 15 do Tecnologia em Perspectiva
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A NHN Japan Corporation anunciou o encerramento do Comico, seu aplicativo gratuito de mangás, no Japão para janeiro de 2027, mês em que a concorrente Lezhin Comics Japan também encerrará suas atividades. A empresa, que introduziu no país em 2013 o webtoon — formato sul-coreano de quadrinho digital colorido com rolagem vertical otimizada para celulares —, passará a operar como um estúdio de produção e licenciamento de conteúdo para plataformas de terceiros. Essa mudança expõe a fragilidade inerente à gestão de direitos digitais (DRM), pois a transferência das obras compradas para a livraria digital Mecha Comic depende inteiramente da permissão das editoras originais, sob o risco de os leitores perderem o acervo adquirido.

Embora fóruns de leitores sugiram que o mangá impresso tradicional barrou a adoção do formato vertical, os dados de mercado mostram que o Japão permanece como o maior mercado pagador de webtoons do mundo. Na análise do Professor, o fechamento dos serviços de médio porte — processo que já havia levado ao fim do aplicativo internacional Pocket Comics em outubro de 2025 — não reflete uma rejeição ao formato, mas a inviabilidade de arcar com custos elevados de infraestrutura na nuvem, servidores para imagens em alta resolução e campanhas publicitárias massivas em um cenário de fadiga de aplicativos.

O movimento aponta para uma consolidação severa do setor em torno de mega-agregadores, como o Piccoma. Como o Professor antecipa para os próximos anos, as empresas pioneiras caminham para a comoditização, limitando-se a licenciar suas franquias para distribuidores dominantes e abdicando do controle direto sobre os leitores para garantir a sobrevivência no mercado.

Fontes: 1 · 2 · 3 · 4 · 5

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