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Sanções racham a cadeia de chips e a Ásia acelera modelos próprios

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Capítulo 3 do Tecnologia em Perspectiva
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As restrições comerciais dos Estados Unidos vêm forçando uma reconfiguração na indústria de semicondutores. Pressões de Washington evitaram que a Apple adotasse componentes de memória da fabricante chinesa CXMT (ChangXin Memory Technologies), enquanto empresas como HP e Acer passaram a utilizar os chips da marca apenas em computadores vendidos fora do território americano. Em paralelo, a Índia busca independência estratégica ao atualizar seus caças Su-30MKI, de origem russa, com o radar nacional Virupaksha. O sistema utiliza Nitreto de Gálio, um material semicondutor de alta eficiência térmica e elétrica que estende o alcance de detecção para cerca de 400 quilômetros.

Na análise do Professor, essas barreiras ocidentais operam como um estímulo forçado para o desenvolvimento regional. No campo do software, a empresa chinesa Zhipu AI afirma que seu novo modelo supera ferramentas das americanas Anthropic e OpenAI na identificação de erros de código. A compensação à falta de chips de última geração ocorreria por meio do agrupamento massivo de processadores antigos e do apoio estatal. O Professor vê nisso o risco do "Salto Chinês", um cenário em que a China exportaria inteligência artificial via rede para países da América Latina, África e Ásia, convertendo a tecnologia em uma infraestrutura diplomática totalmente blindada contra sanções ocidentais.

Fontes: 1 · 2 · 3

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