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Taiwan mobiliza sua indústria de chips para o hardware quântico

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Capítulo 9 do Tecnologia em Perspectiva
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Taiwan busca garantir que sua relevância geopolítica permaneça sólida no longo prazo, evitando a dependência exclusiva do monopólio em semicondutores tradicionais liderado pela TSMC, a companhia referência em fabricação terceirizada de chips. Para impedir que seu chamado "escudo de silício" perca utilidade caso o paradigma computacional migre para a física quântica, o governo unificou orçamentos em 2021 para formar a Equipe Quântica Nacional, coordenada pelo Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia, pela Academia Sinica e pelo Ministério de Assuntos Econômicos. A iniciativa evoluiu da apresentação de um sistema de cinco qubits em 2024 para o anúncio, em 2026, de um computador de vinte qubits e da produção de qubits supercondutores em wafers comerciais de oito polegadas.

Na análise do Professor, essa aceleração atua como um seguro de vida geopolítico voltado a alavancar a capacidade fabril e a engenharia criogênica que a ilha já possui, em vez de focar no design abstrato de algoritmos. Essa visão impulsionou a criação do Escritório de Promoção de Tecnologia da Indústria Quântica (QITPO) pelo Ministério da Economia para conectar a indústria local ao ecossistema global. Contudo, o ecossistema estatal exibe uma divergência interna: enquanto a ala econômica projeta lucros iminentes, os cientistas adotam postura cautelosa, apontando que taxas de erro físico devem atrasar a maturidade comercial da tecnologia em pelo menos seis anos contados a partir de 2024. Adicionalmente, circulam negociações não confirmadas para a compra de mainframes da norte-americana IBM para testes de integração de software, enquanto a TSMC mantém rigoroso silêncio sobre seus investimentos na área.

O Professor vê nisso a tentativa de Taiwan de acoplar sua cadeia de suprimentos à futura indústria quântica global antes mesmo de a tecnologia atingir a maturidade científica. Ao buscar replicar o modelo de negócios de seus semicondutores convencionais, a ilha deixa evidente o diagnóstico de que o monopólio tecnológico atual não garante a sobrevivência estratégica de amanhã.

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