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Uber corta 3.300 vagas globais e encerra operações na África

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Capítulo 1 do Tecnologia em Perspectiva
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A Uber anunciou o corte de cerca de 3.300 vagas corporativas — dez por cento de sua força de trabalho global —, a restrição do trabalho totalmente remoto a apenas um por cento do quadro e o encerramento de suas atividades na Nigéria e em Uganda a partir de setembro de 2026. Diferente das demissões de 2020, o enxugamento atual ocorre em meio a margens de lucro inéditas. Enquanto a companhia alega um rebalanceamento de portfólio para focar em mercados de maior rendimento, relatos apontam que as operações africanas enfrentavam protestos contra os preços dos combustíveis e forte concorrência da Bolt, plataforma estoniana de mobilidade. Paralelamente, no Brasil, a empresa enfrenta uma ação de 321 milhões de reais movida pelo Ministério Público do Trabalho devido ao repasse de riscos econômicos aos motoristas parceiros.

Na análise do Professor, a retração em infraestruturas do Sul Global e o achatamento corporativo visam redirecionar capital para a disputa pelo mercado de veículos autônomos. A reestruturação também envolve alegações não confirmadas independentemente de que a eliminação de gerências intermediárias teria sido viabilizada pela introdução silenciosa de inteligência artificial corporativa na coordenação logística. O Professor vê nesse movimento uma transição para a automação da cognição administrativa, na qual agentes de software substituem a supervisão humana. O cenário que se desenha para a empresa é o de uma operação massiva nas ruas impulsionada por máquinas dirigindo, combinada a uma estrutura interna extremamente reduzida e gerenciada por inteligência artificial.

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