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Gadgets de IA fracassam e a indústria recua para periféricos de nicho

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Capítulo 11 do Tecnologia em Perspectiva
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A corrida por novos hardwares impulsionada pela inteligência artificial generativa tem enfrentado um severo choque de realidade. Dispositivos autônomos que prometiam substituir os celulares registraram resultados frustrantes, como o Humane AI Pin, com menos de dez mil unidades vendidas, e o assistente Rabbit R1, que sofreu devoluções em massa após comercializar cerca de cem mil aparelhos. Diante desse cenário, a indústria recuou para acessórios satélites específicos, a exemplo do gravador BOYA Notra, focado em captura de voz com carregamento padronizado via USB-C e gravação direta por fones de ouvido. Paralelamente, circula no mercado o rumor de que a startup Humane, após captar 230 milhões de dólares, estaria buscando ser adquirida pela HP por 116 milhões. Na análise do Professor, esse movimento reflete o choque entre a euforia do capital de risco e a maturidade industrial, comprovando que o smartphone venceu definitivamente a guerra do processamento portátil, restando aos novos periféricos tentar orbitar o ecossistema existente por meio de assinaturas acopladas a modelos na nuvem.

Essa dependência crônica de conexões sem fio e da estabilidade da nuvem gera gargalos sérios na Internet das Coisas (IoT). Em fechaduras inteligentes, oscilações no sinal de Bluetooth de baixa energia ou baixa tensão nas pilhas durante atualizações remotas de software (*Over-The-Air*) têm deixado usuários trancados do lado de fora, ironicamente impulsionando a valorização de backups analógicos, como chaves físicas de metal. Além dos alertas de conformidade corporativa sobre a transferência de áudios para startups menores, esses gadgets dedicados enfrentam o risco de obsolescência rápida caso grandes empresas de tecnologia incorporem essas funções nativamente em seus sistemas operacionais. Para o Professor, o cenário mais provável é o desaparecimento dos dispositivos independentes de inteligência artificial como hardware isolado, convertendo-os em meros recursos de software integrados a fones e plataformas móveis, o que desloca o verdadeiro campo de batalha tecnológico para a infraestrutura oculta de redes e data centers.

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