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Sanções empurram a China à autossuficiência em semicondutores

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Capítulo 2 do Tecnologia em Perspectiva
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As restrições de exportação impostas pelos Estados Unidos para conter o avanço tecnológico chinês enfrentam um cenário contraditório. Apesar do cerco ao silício de ponta, empresas chinesas como a ByteDance e a Tencent receberam recentemente cerca de dez mil processadores avançados H200 da Nvidia. Em paralelo, circula o rumor de que o Google planeja transferir a produção de seus dispositivos, como a linha Pixel, para fora da China até 2027. No entanto, na análise do Professor, o isolamento parcial promovido pelas sanções ocidentais acabou atuando como um estímulo involuntário à soberania chinesa, forçando as corporações locais a migrarem da integração de projetos ocidentais para a verticalização e invenção de seus próprios componentes.

Esse movimento de emancipação tecnológica já apresenta resultados práticos em múltiplos setores. A montadora BYD iniciou a produção em massa do Xuanji A3, um chip próprio de quatro nanômetros para automação veicular. A fabricante de eletrônicos Xiaomi elevou seus gastos em pesquisa e desenvolvimento em quase dezenove por cento, ultrapassando a marca de nove bilhões de yuans e se aproximando do lançamento de um novo processador proprietário, enquanto marcas locais atingiram recordes inéditos em testes com memória RAM DDR5.

O Professor vê nisso o risco de uma bifurcação tecnológica em escala global, que dividirá o mercado entre duas matrizes de infraestrutura incompatíveis. O cenário projetado aponta para um domínio chinês na mobilidade inteligente, no qual a combinação de avanço em semicondutores, mineração de terras raras e engenharia de baterias reduzirá custos de forma implacável, podendo forçar montadoras históricas dos Estados Unidos e da Europa a licenciar tecnologia desenvolvida em Shenzhen para garantirem sua sobrevivência comercial.

Fontes: 1 · 2 · 3 · 4 · 5

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