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Fotônica, nuclear privada e quântica: as apostas além do silício

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Capítulo 11 do Tecnologia em Perspectiva
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Os limites físicos da computação tradicional com fios de cobre, marcados pelo superaquecimento e pelo esgotamento da Lei de Moore, vêm impulsionando governos e corporações a buscarem alternativas estruturais. Diante disso, a Coreia do Sul formalizou sete campos tecnológicos estratégicos para garantir independência das arquiteturas atuais nas próximas duas décadas. Paralelamente, a indústria avança na fotônica de silício, que integra lasers e sensores ópticos aos processadores; a fabricante taiwanesa TSMC inseriu o motor óptico COUPE em seu hardware de próxima geração, enquanto os Estados Unidos destinaram 874 milhões de dólares por meio do CHIPS Act para pesquisas em interconexões ópticas e memória. Em outra frente de física extrema, a IBM conectou seus primeiros sistemas criogênicos modulares, visando o desenvolvimento do computador quântico Starling até 2029.

O gargalo energético acompanha essa reformulação do hardware, com a projeção de que o consumo elétrico dos data centers de inteligência artificial dobre para 945 Terawatt-hora anuais até o fim da década, enquanto atrasos na interconexão com redes públicas alcançam até sete anos. Para contornar o entrave, a Meta oficializou parcerias com as desenvolvedoras Oklo e TerraPower visando até 6,6 Gigawatts em geração nuclear até 2035. Na análise do Professor, a aposta em microrreatores privados representa o embrião de uma secessão física dos conglomerados de nuvem em relação à rede elétrica tradicional, embora a lacuna temporal até a próxima década ainda exija soluções provisórias, como o uso pragmático de usinas a gás. O Professor vê nesse avanço conjunto de energia e hardware o cenário em que a inteligência artificial deixa de ser um chat de texto generalista para se consolidar como uma infraestrutura invisível e especializada, integrada diretamente à realidade material, da pesquisa biológica aos processos industriais.

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