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Europa barra o FSD da Tesla, Geely produz na Volvo e JCB leva o hidrogênio a 650 km/h

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Capítulo 10 do Tecnologia em Perspectiva
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A homologação do sistema de condução totalmente autônoma da Tesla, denominado FSD, foi recusada por reguladores europeus, que mantiveram dados de segurança sob segredo comercial. Esse impasse gera rumores, baseados em vazamentos não confirmados, de que a montadora estaria testando fases beta do software usando seus próprios funcionários em vias públicas. Simultaneamente, a indústria chinesa busca contornar barreiras alfandegárias: o grupo Geely, controlador das marcas Zeekr e Lynk & Co, passará a fabricar veículos nas instalações europeias da Volvo, alegando transformar a região em base essencial até 2028 e evitando impostos sobre importações asiáticas. Paralelamente, a Xiaomi ostenta metas agressivas com o sedã elétrico SU7, projetando 550 mil entregas em 2026, o que exigiria dobrar seu ritmo operacional. Na análise do Professor, contudo, a pressa da empresa gera uma autofagia comercial, na qual lançamentos velozes de utilitários esportivos canibalizam as vendas do próprio sedã.

Em contraste com a mobilidade elétrica urbana, a fabricante britânica de máquinas pesadas JCB estabeleceu o recorde mundial de velocidade para carros a hidrogênio com o Hydromax, ultrapassando 650 km/h. O veículo utiliza um motor de combustão interna convencional projetado para queimar hidrogênio diretamente nos cilindros, gerando cerca de 1.600 cavalos de potência sem o peso de grandes baterias. O Professor vê nisso o prenúncio de um ecossistema automotivo irreversivelmente dividido. Por um lado, haverá um cisma regulatório de software, no qual a Europa impõe severas restrições por falta de transparência, enquanto os mercados norte-americano e chinês toleram maiores riscos por pragmatismo comercial. Por outro, consolidar-se-á uma divisão energética: o mercado civil de massa continuará dominado por baterias elétricas de cadeias asiáticas, enquanto a indústria pesada, a mineração e os veículos de performance extrema migrarão para a combustão direta de hidrogênio.

Fontes: 1 · 2

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