IA acha 50 falhas zero-day em horas enquanto emojis escondem malware em e-mails
Capítulo 9 do Tecnologia em Perspectiva
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O setor de cibersegurança atravessa um cenário de forte polarização. No patamar mais avançado, testes da Armadin, uma startup focada em automação, demonstraram o potencial da inteligência artificial ao gerar dezessete milhões de ações ofensivas em poucas horas, descobrindo mais de cinquenta vulnerabilidades críticas do tipo *zero-day* capazes de permitir a execução remota de código. Na análise do Professor, essa velocidade e capacidade de varredura tornam o modelo tradicional de testes episódicos e assinaturas estáticas insustentável, forçando a transição para uma segurança ofensiva contínua mantida por enxames de inteligência artificial.
Apesar dessa sofisticação, invasores continuam obtendo sucesso com expedientes simples que exploram pontos cegos técnicos e psicológicos. Em campanhas voltadas a serviços financeiros, o *spyware* de roubo de dados *Agent Tesla* foi ocultado em anexos JScript por meio de *emojis*. Como os analisadores dos sistemas de e-mail interpretam o código Unicode como texto inofensivo, a análise heurística é interrompida, e a carga é executada na memória RAM via *shellcode* DonutLoader, sem deixar vestígios no disco rígido. Vulnerabilidade semelhante ocorre no meio físico e virtual: carteiras digitais como Apple Pay e Google Pay mantêm operacionais cartões de crédito já vencidos porque a data impressa no plástico não possui validação criptográfica vinculada ao chip. O Professor vê nisso o acúmulo de uma dívida analógica não reparada. O cenário futuro aponta para a exigência de auditorias por inteligência artificial contínua imposta por seguradoras corporativas, além de uma provável intervenção regulatória que force emissoras e plataformas digitais a descartarem cartões sem validação criptográfica completa de prazo.





