Coreia e Japão antecipam data centers de IA e alinham o 6G no Tokyo Accord
Capítulo 11 do Tecnologia em Perspectiva
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A Agência de Desenvolvimento de Saemangeum, na Coreia do Sul, antecipou de 2050 para 2035 a conclusão de um complexo de 37,5 quilômetros quadrados voltado a data centers de inteligência artificial, robótica e hidrogênio. Para impulsionar a área, o Hyundai Motor Group confirmou o investimento de 9 trilhões de wons em um complexo orgânico alimentado por energia limpa, com obras iniciando em março de 2027. Essa urgência estatal é refletida na cadeia de suprimentos: a fabricante sul-coreana TCK registrou um acúmulo histórico de pedidos de quase 200 bilhões de wons em componentes de carbeto de silício sólido por deposição de vapor (CVD SiC) — peças essenciais na produção de semicondutores —, motivando a construção de uma nova fábrica no Anseong Techno Valley para outubro de 2026.
No campo da conectividade, a operadora sul-coreana KT aderiu ao Tokyo Accord, consórcio sobre o ecossistema 6G fomentado pela associação global do setor de telecomunicações, a GSMA, ao lado das japonesas NTT Docomo e SoftBank. Apesar de a iniciativa ser descrita formalmente como um acordo técnico para uma transição padronizada, a movimentação de Seul busca influenciar a governança da rede a partir de dentro. Na análise do Professor, o bloco asiático demonstra uma capacidade sem precedentes de integrar a vontade estatal, a engenharia civil e a padronização das telecomunicações, reduzindo a dependência de cadeias globais vulneráveis.
Esse avanço desenha um cenário em que a aliança pan-asiática pode assumir o controle da espinha dorsal de conectividade da próxima década. Contudo, o Professor vê nisso um alerta para as limitações físicas do setor, ressaltando que gargalos na produção de hardware de precisão e a intensa demanda energética desses polos industriais ainda podem impor atrasos operacionais severos ao avanço planejado.




