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Google funde o Gemini a celulares e robotáxis sob pressão regulatória

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Capítulo 4 do Tecnologia em Perspectiva
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O Google lançou os smartphones Pixel 11, equipados com o processador proprietário Tensor G6, voltado para executar a inteligência artificial Gemini Nano diretamente no dispositivo. Essa infraestrutura viabiliza recursos nativos como dublagem de áudio em tempo real e a conversão de linguagem de sinais americana captada pela câmera em texto. Simultaneamente, a Waymo, subsidiária de condução autônoma da Alphabet, incorporou o assistente Gemini ao painel de passageiros de seus robotáxis Ojai, produzidos pela fabricante chinesa Zeekr, mantendo a ferramenta isolada dos sistemas de navegação do veículo. Na análise do Professor, os aparelhos da marca funcionam como veículos de distribuição para a inteligência hiperproativa do Gemini, marcando a passagem dos assistentes virtuais sob demanda para uma camada de software que cruza dados de forma contínua e passiva.

Entretanto, a tentativa de dominar hardwares próprios contrasta com a abertura verificada no setor corporativo, no qual a concorrência forçou o ecossistema a aceitar o modelo Claude, da empresa rival Anthropic, operando ativamente no Gmail e no Google Drive. O Professor vê nisso uma estratégia dual: blindar riscos físicos e jurídicos mantendo controle estrito sobre os aparelhos, enquanto abre mão do monopólio em softwares empresariais para evitar a perda de clientes. Esse modelo preditivo aponta para um cenário de iminente choque regulatório, com autoridades dos Estados Unidos e da União Europeia podendo questionar o uso anticompetitivo de dados contra terceiros no sistema Android, somando-se à vulnerabilidade geopolítica do uso de frotas industriais chinesas em meio à alta de tarifas sobre veículos elétricos.

Fontes: 1 · 2 · 3 · 4 · 5

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