Novo telescópio da NASA de olho no universo escuro
Capítulo 5 do Tecnologia em Perspectiva
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A NASA confirmou para trinta de agosto de dois mil e vinte e seis o lançamento do Telescópio Espacial Nancy Grace Roman a bordo de um foguete Falcon Heavy, da SpaceX, a partir do Centro Espacial Kennedy, na Flórida. Com orçamento estimado em cerca de quatro bilhões de dólares e missão primária de cinco anos, o observatório tem como objetivo investigar a energia escura, a estrutura da matéria escura e catalogar dezenas de milhares de exoplanetas. Originalmente concebido como projeto WFIRST, o observatório enfrentou tentativas sistemáticas de cancelamento durante as duas administrações de Donald Trump, mas foi preservado pelo Congresso norte-americano para garantir a liderança científica dos Estados Unidos e a continuidade do legado do telescópio Hubble. Rebatizado em homenagear a primeira chefe de astronomia espacial da agência, o Roman possui o mesmo espelho de dois vírgula quatro metros do Hubble, mas traz o Instrumento de Campo Largo, que proporciona uma visão panorâmica cem vezes maior, marcando a transição definitiva da observação pontual para a era do Big Data na astronomia.
Operando no Ponto de Lagrange dois, a cerca de um milhão e seiscentos mil quilômetros da Terra, o equipamento usará um coronógrafo avançado para bloquear a luz ofuscante das estrelas e fotografar exoplanetas diretamente. Contudo, a projeção do cientista Jeremy Perkins de um terabyte de dados processados por dia e a comemoração institucional por um adiantamento de nove meses no cronograma acendem alertas. Na análise do Professor, o entusiasmo com prazos abreviados pode funcionar como cortina de fumaça para pendências complexas de integração mecânica. Além disso, o Professor vê um gargalo analítico formidável na infraestrutura terrestre, uma vez que ainda não há clareza de como a inteligência artificial classificará esse oceano de dados sem sufocar a comunidade científica. Caso os sistemas em terra suportem a carga, o cenário indicado é o de uma sinergia tática em órbita: o Roman fará a varredura macroscópica para identificar anomalias, permitindo que o telescópio James Webb direcione sua observação detalhada aos alvos selecionados.
