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Indústria militar de Taiwan e Coreia expande atuação em defesa

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Capítulo 8 do Tecnologia em Perspectiva
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A Ásia passa por um profundo realinhamento industrial na área militar, no qual Coreia do Sul e Taiwan deixam de ser meros importadores de segurança para se tornarem fornecedores cruciais das nações ocidentais. Na Polônia, a sul-coreana Hanwha Aerospace exibiu o obuseiro K9A2 e sistemas híbridos de operação tripulada com drones, buscando seu terceiro grande contrato europeu no contexto da meta declarada pelo presidente Lee Jae Myung de transformar o país no quarto maior exportador mundial de armas até 2030. Paralelamente, as norte-americanas Shield AI e AeroVironment expandiram operações em Taiwan, cujo parlamento aprovou uma estrutura orçamentária de 240 bilhões de novos dólares taiwaneses em seis anos para aquisição de sistemas não tripulados. Na análise do Professor, essa virada substitui a corrida armamentista convencional contra a China por uma estratégia de resiliência tática assimétrica, impulsionada por enxames de drones e redes de sensores que aproveitam a base de engenharia eletrônica de fabricantes locais, como a ChenFull Precision.

A aproximação tecnológica envolve também garantias de segurança cibernética: o Instituto de Pesquisa de Tecnologia Industrial de Taiwan (ITRI) tornou-se a primeira organização fora dos Estados Unidos autorizada a realizar avaliações para a certificação "Green UAS". Contudo, essa dependência externa gera fricções comerciais e políticas, refletidas na pressão de governos da União Europeia para proteger suas indústrias locais e na desaprovação orçamentária manifestada pelo senador norte-americano Bernie Sanders. O Professor vê nisso o teste de estresse definitivo do setor, apontando que a rapidez de entrega sul-coreana pode consolidar Seul como o arsenal emergencial da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), enquanto a expansão de Taiwan enfrenta o paradoxo logístico de depender de minerais raros refinados pela própria China. A trajetória traçada indica que a sustentação das cadeias de defesa ocidentais dependerá de forma crítica da capacidade de produção técnica e industrial do Pacífico.

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