Boicote contra o fim das mídias físicas no PlayStation registra pouco impacto
Capítulo 9 do Tecnologia em Perspectiva
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No final de agosto, um protesto organizado por uma parcela de jogadores, denominado "apagão", tentou frear a remoção dos leitores de disco nos consoles, mirando especialmente o ecossistema PlayStation. Apesar do forte ruído nas redes sociais, levantamentos da empresa de análise Circana demonstraram que a mobilização não causou impacto nas vendas ou no engajamento comercial da plataforma. Na análise do Professor, o ativismo online projetou uma ilusão de unanimidade que não se refletiu no comportamento real do consumidor, cuja maioria silenciosa manteve a preferência pela praticidade das compras virtuais.
Essa transição é sustentada pelas velocidades atuais de conexão e pelos armazenamentos de alta capacidade, que tornaram o download imediato mais conveniente do que a troca de mídias na bandeja. Soma-se a isso o fato de que, nos títulos modernos de grande orçamento, o disco em Blu-ray frequentemente funciona apenas como uma chave de licença glorificada, exigindo o download de dezenas de gigabytes de atualizações dos servidores assim que é inserido no aparelho.
Sem sofrer punições comerciais, as fabricantes tendem a acelerar a consolidação desse modelo. O Professor vê nisso um cenário próximo em que os leitores ópticos serão completamente removidos dos hardwares de entrada. A mídia física não deve desaparecer imediatamente, mas será relegada a edições de colecionador com itens táticos e artefatos impressos, transformando um suporte de massa obsoleto em um mercado de nicho nostálgico e altamente lucrativo, à semelhança do que ocorreu com o vinil na indústria musical.





