Névoa seca e materiais refletivos contra o calor extremo nas cidades
Capítulo 17 do Tecnologia em Perspectiva
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Diante do agravamento das temperaturas extremas, soluções de engenharia urbana começam a ser testadas para transformar espaços públicos em abrigos térmicos ao ar livre. Em 2026, a empresa japonesa de tecnologia Science realiza testes práticos no distrito de Dotonbori, em Osaka, com um sistema de névoa que não molha. Em paralelo, a incorporadora Mori Building Co. alega que a tecnologia de névoa seca consome apenas um trigésimo da energia de um ar-condicionado tradicional, baixando a temperatura imediata em até três graus. Na análise do Professor, o diferencial dessa abordagem é o resfriamento adiabático: bicos de altíssima pressão liberam microgotas de dezesseis mícrons que evaporam ao tocar o ar quente, roubando energia térmica do ambiente sem molhar os pedestres nem jogar calor para fora, como fazem os condicionadores de ar convencionais. Aplicações extremas também surgem em áreas residenciais, como relatos não confirmados de moradores em Shanxi, na China, sobre a redução de cinco a oito graus com sistemas instalados no topo de edifícios.
Além da intervenção com água, a engenharia óptica desponta como alternativa para os cânions urbanos, onde a tinta branca comum falha ao rebater a radiação solar para as fachadas dos prédios vizinhos. Um estudo da Universidade de Princeton publicado na *Nature Cities* indica que materiais retrorrefletivos aplicados no asfalto podem reduzir a temperatura de superfície em até vinte graus Celsius, devolvendo a luz diretamente para o céu. Apesar das incertezas sobre a viabilidade econômica em zonas periféricas e dos riscos estruturais por umidade em climas tropicais, o Professor vê nesse conjunto de tecnologias o protótipo de uma infraestrutura climática de sobrevivência. Caso o aquecimento continue a romper limites fisiológicos, a projeção é que metrópoles de países desenvolvidos promulgem leis de resfriamento urbano obrigatório até meados da década de 2030, aproximando o planejamento das cidades da própria engenharia de exaustão térmica usada em supercomputadores.
