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Militares investem em lasers e mísseis enquanto reforçam cadeia de drones

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Capítulo 3 do Tecnologia em Perspectiva
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As forças armadas ocidentais enfrentam uma reconfiguração tática acelerada pelo choque de vulnerabilidade diante de ameaças aéreas baratas e conectadas. Em Taiwan, as exportações de drones ultrapassaram 190 mil unidades no primeiro semestre de 2026, acompanhadas pela aprovação legislativa de 44 bilhões de dólares taiwaneses para um programa de desenvolvimento de seis anos. Na análise do Professor, esse movimento reflete a prática de *friendshoring* — a realocação de cadeias produtivas críticas para territórios aliados —, visando criar uma linha de montagem isolada da China Continental. Em outra frente, o governo alemão definiu a compra de 400 mísseis de cruzeiro Tomahawk dos Estados Unidos para reforçar a dissuasão na Europa, embora analistas vejam no arranjo uma nova modalidade de subordinação operacional ao poderio norte-americano.

Para conter enxames de drones sem esgotar munições balísticas caras, o Ministério da Defesa do Reino Unido destinou recursos ao Projeto PANOPTES, focado em Armas de Energia Direcionada — lasers antidrone embarcados em veículos. Paralelamente, a tecnologia civil de publicidade online, conhecida como AdTech, tornou-se uma ferramenta involuntária de espionagem. Ramos das Forças Armadas dos Estados Unidos desativaram em celulares funcionais o MAID, o identificador de publicidade móvel, após alertas de que adversários usavam técnicas de Inteligência de Fontes Abertas (OSINT) e dados de GPS vendidos por corretoras comerciais para rastrear tropas no Oriente Médio. O Professor observa que a remoção desses identificadores não soluciona vulnerabilidades estruturais, como a triangulação por antenas, impondo a redescoberta do silêncio eletromagnético no front.

Essa convergência aponta para um cenário de profunda intersecção entre a tecnologia civil e a sobrevivência militar. A exploração de dados publicitários em zonas de conflito deve impulsionar uma hiper-regulamentação do mercado de AdTech por motivos de segurança nacional. Ao mesmo tempo, a incapacidade dos geradores a diesel tradicionais em fornecer a corrente exigida pelos lasers defensivos obrigará as forças armadas a redesenharem seus veículos táticos, migrando para modelos híbridos ou elétricos para suportar a carga das armas de energia.

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