Chip com proteção contra computadores quânticos avança para produção em massa
Capítulo 13 do Tecnologia em Perspectiva
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A startup taiwanesa Jmem Tek anunciou, na feira SEMICON Taiwan 2026, que seu componente de segurança em hardware está próximo de entrar em produção em massa. A tecnologia une a Criptografia Pós-Quântica à *Physical Unclonable Function* (PUF), um mecanismo que aproveita imperfeições microscópicas e aleatórias ocorridas durante a fabricação do silício para gerar chaves de segurança instantâneas, as quais desaparecem logo após o uso. Criada no final de 2022 por engenheiros da Universidade Nacional Yang Ming Chiao Tung, a empresa expandiu sua presença para a República Tcheca e firmou parceria com a fundição GlobalFoundries. Na análise do Professor, essa expansão internacional configura uma estratégia cirúrgica de *friendshoring*, destinada a alinhar a infraestrutura de semicondutores às exigências de segurança do Ocidente e reduzir a exposição a vulnerabilidades geopolíticas.
Embora a empresa tenha se aliado à Andes Technology para lançar um chip comercial na arquitetura RISC-V, permanecem incertezas sobre o nó de nanômetros utilizado, a instalação fabril responsável e o modelo de licenciamento. Executivos da startup projetam que o mercado de proteção pós-quântica alcançará 290 bilhões de dólares até 2030, impulsionado pela urgência do Q-Day — o marco em que a computação quântica será capaz de quebrar os algoritmos atuais. Para além do otimismo comercial, o Professor vê nisso a sinalização de dois caminhos: a adoção compulsória de licenças de hardware imposta por regulamentações estatais ou o desencadeamento de uma Guerra Fria Criptográfica. Neste último cenário, a eventual criação de infraestruturas nativas e fechadas por parte da China resultaria no colapso da compatibilidade global, dividindo o planeta em redes de dados incapazes de confiar matematicamente umas nas outras.





