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Mercado chinês de games bate 50 bilhões enquanto Europa sofre demissões

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Capítulo 6 do Tecnologia em Perspectiva
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Um relatório da consultoria Niko Partners apontou que o mercado de videogames na China ultrapassou a marca de 50 bilhões de dólares em receita, atingindo mais de 51,8 bilhões. O número contrasta com a onda de demissões e encerramentos de estúdios tradicionais na Europa e nos Estados Unidos. No Ocidente, a crise resulta de um modelo de negócios inflado durante a pandemia, com projetos caros e ciclos longos de desenvolvimento que colidiram com a normalização macroeconômica, gerando exaustão e perplexidade entre os profissionais da área.

Na análise do Professor, o recorde chinês reflete a maturidade de um ecossistema fundado no segmento móvel e na monetização contínua. Esse modelo roda sobre uma infraestrutura integrada entre empresas de telecomunicações, fabricantes de dispositivos e provedores de nuvem soberana. Adicionalmente, o governo em Pequim passou a enxergar os jogos virtuais não apenas como lazer passível de restrições de tempo para menores, mas como um ativo estratégico para testar processamento gráfico avançado, estressar servidores em data centers e exercer influência cultural.

Diante dessas trajetórias divergentes, a tendência não é a migração em massa de talentos ocidentais para a Ásia, dada a presença de barreiras culturais, linguísticas e regulatórias. O Professor vê nisso o avanço da migração do capital: gigantes chinesas capitalizadas adquirem fatias ou o controle de estúdios ocidentais. O cenário resultante desenha uma inversão histórica em que o Ocidente passa a atuar como polo prestador de serviços criativos, enquanto a Ásia consolida a infraestrutura, o financiamento e a distribuição global.

Fontes: 1 · 2

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