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Coletivo hacker italiano fecha enquanto rede cripto perde 320 milhões

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Capítulo 2 do Tecnologia em Perspectiva
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O coletivo hacker e ativista italiano Autistici/Inventati, também conhecido como A/I, encerrou subitamente suas atividades após ter seus fundos bancários apreendidos e seu domínio desativado. Fundado em 2001 e responsável por hospedar infraestruturas contra-hegemônicas como a plataforma NoBlogs, o grupo atribuiu o fechamento à sua inclusão na lista de Terroristas Globais Especialmente Designados pelo governo dos Estados Unidos. Quase simultaneamente, a Liquid Network — uma *sidechain*, ou rede paralela gerida pela empresa Blockstream para otimizar transações de Bitcoin — sofreu um desvio de 320 milhões de dólares. Os invasores exploraram uma falha no *software* Elements para validar o saque de tokens sem valor e extrair ativos legítimos. Afirmando atuarem como hackers éticos, os agressores devolveram a maior parte dos fundos, mas retiveram 47 milhões de dólares como uma suposta recompensa.

Na análise do Professor, a assimetria desses episódios expõe uma governança digital fraturada, na qual mecanismos burocráticos estatais asfixiam infraestruturas ativistas históricas enquanto o setor cripto padece diante de extorsões disfarçadas de prestação de serviço. O especialista vê no ataque à Liquid Network uma migração nas ameaças digitais, que passam a explorar falhas na lógica de consenso matemático. Como cenário futuro, aponta-se que o medo de punições por órgãos financeiros americanos deve induzir provedores de nuvem e hospedagem a uma autocensura preventiva, varrendo espaços civis não comerciais da internet. Já no universo financeiro, a perda de confiança na segurança de redes auxiliares de Layer-2 tende a afugentar o capital corporativo de volta à rigidez e ao custo da rede primária do Bitcoin.

Fontes: 1 · 2 · 3 · 4 · 5

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