Fujitsu e Milipass fecham parceria para identificação digital militar por veia da mão
Capítulo 13 do Tecnologia em Perspectiva
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A Fujitsu Korea e o Korea Special Information Certification Institute, operador do aplicativo militar Milipass, firmaram um acordo para integrar a tecnologia de biometria vascular PalmSecure às carteiras digitais do setor de defesa sul-coreano. O Milipass já unificou os registros de serviço de uma base de 1 milhão a 1,1 milhão de usuários, substituindo cartões de papel, mas a autenticação móvel dependia do aparelho, mantendo a brecha de roubo do celular destravado. A leitura das veias da palma da mão resolve essa fragilidade ao exigir fluxo sanguíneo ativo e tecido vivo, o que impede a falsificação por imagens capturadas à distância ou a coerção com ferramentas inanimadas.
Além do avanço tático, a iniciativa reflete uma urgência corporativa. A Fujitsu Korea registrou uma queda de 42% no lucro operacional e vinha operando com prejuízo líquido, o que levou seu executivo-chefe, Park Kyung-joo, a projetar a tecnologia como base para a digitalização das forças armadas. Do lado sul-coreano, o executivo-chefe do instituto, Lee Young-geol, também prevê a futura expansão do sistema para o setor civil governamental. No entanto, na análise do Professor, a urgência comercial das empresas subestima a burocracia e o ceticismo das Forças Armadas. A implementação exige a instalação física de catracas e terminais com sensores em bases operacionais de uma nação tecnicamente em guerra com o Norte, sendo que as companhias não divulgaram os valores investidos nem os cronogramas das fases de implantação física. O cenário aponta que, embora a verificação vascular tenha méritos para se tornar o padrão ouro da segurança militar a longo prazo, a transição para a infraestrutura física de defesa será arrastada pelas lentas exigências de auditoria e pela prudência institucional.





