Nvidia oferece 60 mil dólares enquanto IPOs batem recorde em Hong Kong
Capítulo 5 do Tecnologia em Perspectiva
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A bolsa de valores Hong Kong Exchanges and Clearing registrou 48,4 bilhões de dólares em ofertas públicas iniciais, os IPOs, nos primeiros nove meses de 2026, atingindo um recorde histórico com a estreia de 112 empresas. A maior captação na praça asiática foi da Zhongji InnoLight, fabricante chinesa de transceptores ópticos, que levantou 7,8 bilhões de dólares. No mesmo período, a Nasdaq, bolsa norte-americana focada em tecnologia, liderou o volume global com 144 bilhões de dólares, impulsionada em sua maior parte pela megalistagem de 86,2 bilhões de dólares da empresa aeroespacial SpaceX. Na análise do Professor, essa assimetria reflete a balcanização tecnológica global: enquanto o mercado ocidental hiperconcentra liquidez em poucas corporações singulares, o ecossistema asiático é forçado a financiar uma rede pulverizada de fornecedores de tecnologias de uso dual para assegurar sua própria independência.
O embate pela retenção de propriedade intelectual estende-se também à formação acadêmica. A fabricante norte-americana de chips Nvidia abriu um programa de bolsas de doutorado de 60 mil dólares em inteligência artificial e robótica, impondo a obrigação de estágios presenciais restritos aos seus escritórios no Ocidente, Israel ou Taiwan, excluindo a China continental. O Professor vê nisso a construção de uma barreira protecionista para reter o desenvolvimento integrado de hardware e software dentro de um perímetro de segurança alinhado a Washington. Paralelamente, rumores de mercado indicam que a Anthropic, desenvolvedora de inteligência artificial, planeja captar 100 bilhões de dólares em um IPO na Nasdaq. O cenário desenhado para o futuro imediato aponta para a consolidação de Hong Kong como polo soberano de listagens na Ásia ou para o agravamento do hiato financeiro global por pura força bruta de capital norte-americano.





