Nintendo contraria Sony e afirma que não pretende abandonar jogos físicos
Capítulo 6 do Tecnologia em Perspectiva
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A indústria de videogames vive uma divergência estratégica sobre o futuro dos suportes materiais. A Sony confirmou oficialmente que encerrará a produção de jogos em disco para os consoles PlayStation a partir de janeiro de 2028, impulsionada pelo fato de que os downloads já responderam por 80% de suas vendas no ano fiscal de 2025. Em contrapartida, Bill van Zyll, Vice-Presidente da Nintendo para a América Latina, declarou durante a Brasil Game Show 2026 que a companhia japonesa não planeja abandonar a distribuição física. Na análise do Professor, essa postura explora uma oportunidade mercadológica voltada ao colecionismo e a mercados como o latino-americano, onde o comércio de títulos usados e as disparidades na infraestrutura de internet mantêm a relevância das lojas convencionais.
Essa permanência, contudo, já adota contornos híbridos. O console Nintendo Switch 2 mantém o suporte aos cartuchos tradicionais, mas introduziu também os chamados *game-key cards*, cartões dotados apenas de selos magnéticos que exigem download obrigatório para a memória do aparelho, funcionando mais como licenças de autenticação do que como mídias autossuficientes. Além disso, a garantia de continuidade não foi formalizada pelo presidente global da Nintendo, Shuntaro Furukawa, e a proporção da receita física no faturamento da empresa permanece desconhecida.
Diante desse quadro, o Professor vê dois cenários prospectivos: a Nintendo pode consolidar um monopólio lucrativo sobre o espaço de gôndola global ao absorver sozinha a demanda de colecionadores e compradores de presentes, ou ser forçada a capitular caso os custos logísticos, de fabricação de chips e as pressões de desenvolvedores externos tornem a manutenção dos cartuchos insustentável perante o modelo digital.





