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Militarização e Automação: Robôs Substituindo Humanos na Defesa e no Espaço

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Capítulo 4 do Tecnologia em Perspectiva
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A defesa militar e a exploração espacial vêm recorrendo progressivamente a sistemas autônomos para superar a defasagem de infraestruturas físicas e a morosidade burocrática. Na Força Aérea dos Estados Unidos, busca-se um agente de inteligência artificial para unificar cerca de sessenta sistemas desconectados e gerenciar a manutenção dos mísseis nucleares Minuteman III, cujo programa sucessor, o Sentinel, enfrenta atrasos crônicos. Paralelamente, o Exército norte-americano liberou campos de testes, como o Dugway Proving Ground, para empresas de drones comerciais sem exigir contratos governamentais prévios, aplicando lições táticas colhidas no conflito da Ucrânia. Na análise do Professor, essas medidas expõem uma "fadiga de legado", na qual o Estado adota a flexibilidade de softwares comerciais de prateleira para contornar a senilidade de seu próprio hardware. Essa mesma lógica de transferência de agência manifesta-se na exploração espacial com o projeto SPARK, financiado pelo programa de conceitos avançados da Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço (NASA), o NIAC, que desenvolve um robô esférico impulsionado por íons para mapear cavernas em Titã, lua de Saturno.

No setor civil, a substituição da presença humana assume traços econômicos diretos. A gigante sul-coreana LG desenvolve robôs humanoides bípedes com tecnologia de processamento da Nvidia para atuar em linhas de produção e serviços, enquanto Elon Musk alega que o robô Optimus, da Tesla, resolverá uma suposta escassez estrutural de trabalhadores manuais. O Professor vê nisso uma estratégia retórica para higienizar os impactos sociais da automação, mascarando o objetivo primário de eliminar encargos trabalhistas, previdenciários e a barganha sindical associados ao trabalho biológico. O cenário apontado pelo capítulo indica a consolidação de um modelo no qual decisões críticas e tarefas físicas são continuamente delegadas a sistemas autônomos, eliminando o atrito humano em ambientes considerados perigosos, inóspitos ou financeiramente ineficientes.

Fontes: 1 · 2 · 3 · 4 · 5

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