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De chips de celular a código em Rust: as ameaças invisíveis do cotidiano

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Capítulo 7 do Tecnologia em Perspectiva
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Apesar de dados da Surfshark, uma ferramenta comercial de monitoramento de redes privadas, indicarem que o sistema Windows concentra noventa e dois por cento das detecções ativas de malware, o ecossistema de cibersegurança enfrenta ameaças cada vez mais difusas. Um exemplo é a falha grave identificada nos modems da fabricante chinesa Unisoc, que equipam smartphones Android de baixo custo, permitindo a invasão total do aparelho com acesso root pela simples recepção de um convite para videochamada, sem necessidade de clique da vítima. Na análise do Professor, focar exclusivamente nos percentuais de telemetria do Windows encobre um salto de vulnerabilidades focadas fora da Microsoft, atingindo componentes periféricos nos quais a distribuição de atualizações pelas montadoras demorará meses ou jamais chegará aos usuários.

A busca pelo elo mais fraco atinge também a elite da engenharia de software por meio de ataques à cadeia de suprimentos. A biblioteca *arrayref*, da linguagem de programação Rust, teve seu ecossistema envenenado pela injeção da dependência falsa *proc-macro1* por meio de *typosquatting*. O código malicioso, ativado automaticamente na compilação, aloca roubadores de credenciais em sistemas Windows, Linux e macOS. A Wiz, empresa especializada em segurança em nuvem, alega que a infraestrutura desse ataque se sobrepõe a campanhas do grupo Mastra, associado ao governo da Coreia do Norte, o que permite supor o objetivo de extrair fundos de redes *blockchain*.

Diante da identificação do incidente, a reação comunitária na rede X entre dezenove e vinte e um de agosto manteve tom neutro e informativo, incluindo manifestações protocolares de empresas como Google e AMD. Como desdobramento futuro, o Professor vê nisso a consolidação de um fosso permanente de proteção para populações de economias em desenvolvimento presas a celulares baratos desatualizados, bem como um cenário de crise de extração retardada, no qual carteiras institucionais de criptoativos correm o risco de ser esvaziadas semanas ou meses após a correção do código, caso as chaves roubadas não sejam expurgadas dos ambientes de produção.

Fontes: 1 · 2 · 3 · 4 · 5 · 6

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