EntrarCriar conta

Força Aérea dos EUA busca drones-alvo furtivos e Coreia do Sul ocupa o vácuo da DJI

0
capitulo-07-3
0:00--:--

Capítulo 7 do Tecnologia em Perspectiva
Clique aqui para conferir a edição completa

A Força Aérea dos Estados Unidos abriu uma Solicitação de Informações (RFI) em busca de uma nova geração de drones-alvo capazes de simular desde pequenos quadricópteros civis até caças furtivos supersônicos que superam a velocidade de Mach um ponto seis. O modelo tradicional de treinamento, que utilizava o QF-16 — um caça F-16 obsoleto convertido em drone —, tornou-se insuficiente por não replicar a assinatura radárica e o perfil térmico das aeronaves modernas de quinta geração. Na análise do Professor, esses indícios sugerem que as Forças Armadas norte-americanas enfrentam uma lacuna doutrinária, sendo obrigadas a financiar tecnologias de ponta com o único propósito de destruí-las em simulações.

Paralelamente, o governo norte-americano intensifica o cerco regulatório aos equipamentos civis com potencial de uso militar. A Federal Communications Commission (FCC), órgão regulador de comunicações do país, suspendeu a autorização do drone de câmera HoverAir Versa, da fabricante Zero Zero Robotics, e propôs multas de vinte e cinco mil dólares a oito empresas acusadas de disfarçar tecnologias importadas da gigante chinesa DJI. Embora a DJI alegue que restrições retroativas prejudicam forças locais de resgate que dependem desses equipamentos, o Professor vê nisso uma decisão pragmática de Washington para erradicar zonas cinzentas no comércio de dupla aplicação, tratando qualquer hardware civil chinês conectado como um potencial vetor de espionagem ou sabotagem cibernética.

Esse vácuo comercial e regulatório vem sendo aproveitado pela Coreia do Sul, que combina apoio massivo de capital estatal e agilidade de engenharia. Startups locais como a Pablo Air planejam produzir trinta mil drones de ataque kamikazes por ano até o próximo ano, enquanto a gigante Hanwha Systems estrutura a venda externa de radares compactos contra ameaças de baixo alcance. O movimento aponta para um cenário em que o ecossistema sul-coreano se consolide como o principal núcleo de armamentos não tripulados e sistemas de radar para o Ocidente democrático.

Fontes: 1 · 2 · 3 · 4 · 5 · 6 · 7

Compartilhar X Facebook

Deixe um comentário