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Nvidia aprova recompra de 150 bilhões de dólares e TSMC construirá fábricas

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Capítulo 4 do Tecnologia em Perspectiva
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A americana Nvidia aprovou a expansão do seu programa de recompra de ações em 150 bilhões de dólares, elevando o total disponível para essa finalidade a 235 bilhões de dólares até o final do ano fiscal de 2028. Embora o executivo-chefe da empresa, Jensen Huang, defina o movimento como reflexo de uma mudança geracional para aceleradores computacionais, a iniciativa atrai críticas da senadora americana Elizabeth Warren e do pesquisador Gary Marcus sobre os riscos de especulação sem retorno econômico real. Na análise do Professor, essa liquidez colossal funciona como uma âncora que torna o custo de entrada proibitivo para concorrentes, consolidando um megaoligopólio pela força do capital.

Na base material, a indústria esbarra em limites físicos e logísticos. A TSMC, gigante taiwanesa da fabricação de chips, planeja um complexo de até dez fábricas no Chiayi Science Park focado em empacotamento avançado — etapa em que processadores e módulos de memória de alta largura de banda (HBM) precisam ser integrados na mesma microplaca. Em meio a esse gargalo, a Malásia aumentou em cerca de 5,7 vezes a absorção dessas peças sul-coreanas em um ano. A liderança da TSMC admite que, mesmo crescendo cinco vezes mais rápido que sua média histórica, a capacidade fabril não supre a demanda. Há inclusive informações não confirmadas de que o aperto nas linhas da empresa teria levado etapas marginais do processo para instalações da rival Intel na Malásia.

Diante do esgotamento produtivo e do opaco financiamento estatal no setor, o Professor vê o desenho de dois cenários para os próximos anos. O primeiro aponta para a consolidação irrefreável do oligopólio, com gigantes absorvendo todo o maquinário e os engenheiros disponíveis até o fim da década. O segundo indica um risco de ruptura por supercapacidade ociosa a partir de 2027, caso o retorno sobre a inteligência artificial generativa frustre as expectativas, desencadeando turbulências financeiras e tensões trabalhistas nos megacomplexos industriais asiáticos.

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