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Visa defende inteligência artificial em pagamentos enquanto Índia exige verificação humana

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Capítulo 11 do Tecnologia em Perspectiva
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A gigante americana de cartões e tecnologia financeira Visa lançou a plataforma Visa Intelligent Authorisation em parceria com a OpenAI, visando viabilizar o comércio agentivo com compras autônomas efetuadas por inteligência artificial mediante credenciais tokenizadas. Em sentido oposto, o Banco Central da Índia estabeleceu que, a partir de abril de 2026, será obrigatório um Fator Adicional de Autenticação dinâmico em transações digitais. A medida do órgão indiano fundamenta-se no framework FREE-AI, motivado pela vulnerabilidade das senhas enviadas por SMS a golpes de clonagem de chip e por alertas do Ministério da Administração Interna local sobre o uso de deepfakes para burlar checagens de vídeo e reconhecimento facial.

Na análise do Professor, o impasse expõe filosofias de risco irreconciliáveis, divididas entre a busca norte-americana por eliminar o atrito nas compras e a insistência regulatória asiática em manter barreiras de segurança. Para contornar as exigências locais mantendo a fluidez, a Visa introduziu no país o Payment Passkey, baseado no padrão FIDO, que substitui senhas digitadas por validações biométricas nativas no aparelho. Além disso, a National Payments Corporation of India, organização que opera os sistemas de varejo no país, expandiu o modelo UPI Circle, liberando pagamentos delegados a perfis de software, mas sob o teto rígido de quinze mil rúpias mensais e cinco mil por transação.

O movimento atrai forte desaprovação do público na rede social X e esbarra na falta de especificações técnicas sobre como o usuário humano reassume a decisão caso uma transação seja barrada. O desfecho dessa disputa aponta para a consolidação de um comércio delegado supervisionado, tornando a Índia um laboratório global de biometria com limite de gastos. Por outro lado, se falhas sistêmicas ou novos golpes algorítmicos se intensificarem, o regulador poderá vetar as delegações autônomas, elevando os custos de adaptação a ponto de paralisar a expansão das adquirentes ocidentais no mercado indiano.

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