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GoPro HERO13 Black ou Max 360: qual comprar em 2026

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Análise lida pelo Professor

Análise do Tectônica. Esta matéria pode conter links de afiliados: se você comprar por um deles, o site pode receber uma comissão, sem custo extra para você. A avaliação segue o método editorial — as fontes ficam no rodapé, e nenhuma marca paga por opinião.

As duas custam a mesma coisa na Amazon, cerca de R$ 2.400, e não fazem a mesma coisa. A HERO13 Black é a câmera de ação clássica: uma lente, 5,3K, a melhor estabilização do mercado, e a que a maioria compra. A Max é a câmera 360 da GoPro: duas lentes que filmam tudo em volta e deixam você escolher o enquadramento depois. Só que a Max à venda hoje é, no essencial, a câmera de 2019, com a mesma resolução de 5,6K de sete anos atrás, enquanto a sucessora, a Max 2, já existe com 8K. Esta análise compara as duas, explica o que “360” muda na prática, e acrescenta um contexto que nenhum comprador de GoPro em 2026 pode ignorar: a empresa está em dificuldade financeira séria.

A HERO13 Black foi lançada em setembro de 2024 por US$ 399 e chegou ao Brasil por R$ 3.399. É a evolução da HERO12 com o mesmo sensor e o mesmo processador, mas com bateria maior, encaixe magnético, lentes acopláveis detectadas automaticamente e mais modos de câmera lenta. A Max saiu em outubro de 2019 por US$ 499 e R$ 3.799; em fevereiro de 2025 a GoPro relançou a mesma câmera com bateria Enduro, rosca de tripé padrão e preço US$ 150 menor, sem mudar sensor, lentes nem resolução. É essa versão de 2025 que a Amazon vende. Em setembro de 2025 saiu a Max 2, com 8K, lentes substituíveis e seis microfones, por US$ 499.

Lado a lado

HERO13 Black Max (versão 2025 da câmera de 2019)
Tipo Câmera de ação de uma lente Câmera 360, duas lentes opostas
Vídeo máximo 5,3K a 60 fps; 4K a 120; 2,7K a 240; câmera lenta de até 400 fps em 720p 5,6K a 30 fps em 360; no modo de lente única, 1440p a 60 fps
O que você grava O que a lente vê, na hora Tudo em volta; escolhe o enquadramento depois, no aplicativo, e exporta em até 4K
Fotos 27 MP 16,6 MP em 360
Sensor e processador 1/1,9", GP2 Dois sensores menores, GP1 (de 2019)
Estabilização HyperSmooth 6.0 Max HyperSmooth com trava de horizonte
Bateria 1.900 mAh Enduro; cerca de 1h30 em 5,3K, 2h30 em 1080p 1.600 mAh Enduro
Resistência à água 10 metros sem caixa 5 metros sem caixa
Telas Traseira de 2,27" e frontal de 1,4" Uma tela traseira de 1,7"
Peso 159 g 154 g
Extras GPS, Wi-Fi 6, encaixe magnético, lentes HB acopláveis (macro, ultra-angular, anamórfica), 10 bits HLG GPS, transmissão ao vivo em 1080p, TimeWarp 360, "bastão invisível"
Aplicativo Quik; assinatura GoPro Premium R$ 159,90/ano, opcional Quik, com edição 360 (reenquadramento); mesma assinatura
Lançamento Setembro de 2024 Outubro de 2019; relançada em fevereiro de 2025

O que “360” muda na prática

Uma câmera de ação comum obriga a decidir na hora para onde apontar. A 360 grava a esfera inteira e adia a decisão: no aplicativo, você “reenquadra”, move uma câmera virtual dentro da gravação, segue a si mesmo, mostra a frente e depois a paisagem atrás, e exporta um vídeo normal. O bastão de selfie desaparece da imagem, porque fica no ponto cego entre as lentes, e a trava de horizonte mantém a linha do chão reta mesmo se a câmera girar. É por isso que ciclistas, motociclistas e quem viaja sozinho gostam de 360.

O preço disso é resolução e trabalho. Os 5,6K da Max são da esfera inteira; o pedaço que você reenquadra vira um vídeo de 1080p, não de 4K nítido, e “sofre assim que você tenta dar zoom ou extrair trechos de qualidade maior”, nas palavras de uma comparação de 2025. Cada vídeo precisa passar pelo aplicativo antes de ser postado. E as duas lentes salientes são o ponto frágil: um arranhão na lente da Max original não tem conserto, o que a Max 2 corrigiu com lentes substituíveis. Contra isso, a HERO13 entrega 5,3K de verdade, nítido, direto do cartão, com a melhor estabilização da categoria e dez metros de mergulho.

Quanto custa

HERO13 Black Max
Amazon hoje R$ 2.393,05, preta, de R$ 2.849; outras cores R$ 2.519; 6 em estoque R$ 2.399,90, de R$ 2.699
Preço de lançamento no Brasil R$ 3.399 R$ 3.799, em 2019
Estados Unidos US$ 399 US$ 349 na versão 2025; US$ 499 na original
Sucessora Nenhuma: a GoPro pulou a HERO14 e lançou a linha MISSION 1 em maio de 2026, a partir de US$ 599 Max 2, setembro de 2025, US$ 499; no varejo brasileiro, de R$ 4.274 a R$ 4.499
Concorrente 360 mais citada — Insta360 X5: 8K, 15 metros de mergulho, melhor em pouca luz

Os dois estão bem abaixo do lançamento, e a HERO13 a R$ 2.393 é o menor preço que ela já teve no Brasil pelo que os históricos mostram. A Max ao mesmo preço é um caso diferente: é uma câmera de 2019 vendendo por R$ 2.400 quando a sucessora com 8K custa R$ 4.300 e a concorrente da Insta360 lidera a categoria. Um comprador brasileiro resume na própria página da Amazon: “essa câmera no valor de até R$ 1.800 vale muito a pena”.

O que a imprensa diz

Sobre a HERO13, o consenso é “a melhor câmera de ação para quem quer nitidez de dia, com pouca novidade”. O TechRadar a chamou de “um carro-chefe refinado com acessórios invejáveis”, e destacou que “é essencialmente a mesma câmera que a HERO12: mesmo sensor, mesma lente, mesmo processador”. O Tom’s Guide perguntou no título se “o campeão consegue manter o título” e respondeu que sim, por pouco, com a ressalva de sempre: em pouca luz, as rivais Insta360 e DJI são melhores. A queixa mais antiga da linha continua: superaquecimento em gravações longas paradas, a ponto de a GoPro incluir no firmware um modo “tripé/estático” que limita a taxa de quadros para a câmera não desligar.

Sobre a Max original, o julgamento de 2019 foi bom (“a melhor câmera 360 de ação já feita”, disseram alguns), e o de 2025, ao relançamento, foi seco: o GSMArena registrou que “a resolução continua a mesma” cinco anos depois, contra os 8K da Insta360 X4 pelo mesmo US$ 500, e a imprensa em geral a descreveu como “opção mais antiga e acessível para iniciantes que querem experimentar 360 sem gastar muito, com limitações óbvias”. Os fóruns da própria GoPro têm anos de reclamações sobre a costura entre as duas lentes, a linha visível onde as imagens se encontram, que piorou depois de algumas atualizações do aplicativo. Sobre a Max 2, o veredito foi outro: “a melhor qualidade de imagem entre as 360 compactas em condições ideais”, com a ressalva de pouca luz fraca e condensação nas lentes.

A nota dos compradores na Amazon Brasil

HERO13 Black Max
Nota média 4,8 de 5 4,4 de 5
Avaliações 1.491 299
5 estrelas 89% 79%
4 estrelas 5% 7%
3 estrelas 3% 4%
2 estrelas 0% 4%
1 estrela 3% 6%

Da HERO13, os brasileiros dizem “nota 10”, “excelente máquina”, e dão dois avisos práticos: “indico comprar baterias extras, pois consome energia até demais” e “fique atento ao cartão de memória, tem que ser V30 para cima”. Da Max, o elogio é ao custo-benefício e à imagem de dia (“filmagem de dia no sol fica animal”, diz quem a usou em snowboard), e as notas baixas, o dobro da HERO13, falam de produto que veio sem caixa e de expectativa frustrada com a qualidade do reenquadramento.

As reclamações que se repetem

Na HERO13: bateria e calor. A bateria maior ajudou, mas 5,3K ainda come uma carga em uma hora e meia, e a câmera esquenta e desliga em gravações longas paradas sem vento. É a queixa de toda GoPro desde a HERO10. Em pouca luz, a imagem perde para as rivais. E o preço dos acessórios, sobretudo das lentes HB, é alto.

Na Max: idade. Resolução de 2019, reenquadramento que vira 1080p, tela pequena, lente sem conserto, costura visível em cenas próximas, e um aplicativo que é obrigatório para tudo. Quem compra em 2026 compra uma câmera que a própria GoPro substituiu há um ano.

Nas duas: a GoPro. Aqui está o contexto que muda a decisão. A empresa perdeu US$ 51 milhões no segundo trimestre de 2026, vendeu 291 mil câmeras no período, 38% menos que no ano anterior, cortou 23% dos funcionários em abril, na quarta rodada de demissões em dois anos, e, num documento à SEC de 1º de junho, declarou “dúvida substancial” sobre a própria capacidade de continuar operando. O fundador emprestou US$ 20 milhões do próprio bolso em julho, e a companhia contratou um banco para procurar comprador. Segundo dados de mercado de 2025, DJI e Insta360 somam 83% das câmeras de ação vendidas no mundo; a GoPro tem 9%. Nada disso faz a HERO13 filmar pior. Mas garantia, assistência, atualizações do Quik e a assinatura na nuvem dependem de uma empresa que pode mudar de dono, ou de rumo, nos próximos meses.

Para quem cada uma faz sentido

A HERO13 Black é a compra, e R$ 2.393 é um bom preço. Para quem quer filmar esporte, viagem, mergulho até 10 metros e vlog com a melhor estabilização e a imagem mais nítida da categoria de dia, ela continua sendo a referência, e está R$ 1.000 abaixo do lançamento. Compre com uma bateria extra e um cartão V30. Sabendo que a empresa está à venda.

A Max, a R$ 2.400, não é a compra. Pelo mesmo dinheiro da HERO13, ela entrega uma câmera de 2019 cujo resultado final, depois do reenquadramento, é 1080p. Se o que você quer é 360, a decisão honesta é uma de duas: pagar a Max 2, a R$ 4.300, com 8K, lentes substituíveis e seis microfones; ou olhar a Insta360 X5, líder da categoria, à prova d’água a 15 metros e melhor em pouca luz, de uma empresa que não está em crise. A Max original só faz sentido se cair para a faixa de R$ 1.800 que o comprador brasileiro citou, como primeira 360 para experimentar.

Quem não deve comprar nenhuma das duas agora: quem grava sobretudo à noite ou em ambientes fechados, onde as duas perdem para as rivais; e quem precisa da certeza de suporte por cinco anos, que hoje nenhum produto da GoPro pode garantir.

Onde comprar

O Tectônica pode receber comissão por compras feitas a partir dos links acima, conforme o aviso no topo desta análise. Preços consultados na Amazon Brasil em 5 de setembro de 2026 e sujeitos a mudança.

Fontes: 1 · 2 · 3 · 4 · 5 · 6 · 7 · 8 · 9 · 10 · 11 · 12 · 13 · 14 · 15 · 16 · 17 · 18 · 19 · 20 · 21 · 22 · 23 · 24 · 25 · 26

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