Combo Logitech MK235: o teclado e mouse que resolvem e somem
Análise lida pelo Professor
Um teclado sem fio de tamanho cheio, com numérico e layout brasileiro, mais um mouse, por R$ 139,89. Vinte e um mil e quinhentos compradores deram a ele nota 4,7. Não há nada de espetacular nesse conjunto, e é exatamente esse o ponto: ele existe para você esquecer que comprou. Esta análise mostra por que esse é o acessório mais recomendável do catálogo para a maioria das mesas, e as três situações em que ele não é a escolha certa.
Ficha técnica
| Logitech MK235 | |
|---|---|
| Conexão | Sem fio por receptor USB (o adaptador que acompanha) |
| Layout | ABNT2, com Ç e acentos no lugar certo |
| Formato | Teclado de tamanho cheio, com teclado numérico |
| Resistência | Construção durável, design à prova de derramamento |
| Instalação | Plug-and-play, sem programa para instalar |
| Pilhas | Inclusas: até 36 meses no teclado e 12 meses no mouse |
| Nota na Amazon | 4,7 em 21.594 avaliações (84% de cinco estrelas) |
| Preço na Amazon | R$ 139,89 à vista no Pix, ou R$ 164,56 em 5x |
O que ele faz bem
O layout ABNT2 não é detalhe. Teclado importado com layout americano obriga a decorar combinação para cedilha e a conviver com acentos em lugar errado. Quem escreve em português o dia inteiro sente isso em cada parágrafo. Aqui vem certo de fábrica.
As pilhas duram anos, não meses. Três anos no teclado e um no mouse é o tipo de número que muda a relação com o produto: você não pensa nele. Vale notar que isso é possível porque o conjunto não tem iluminação nem bateria recarregável — o que muita gente vende como defeito e que aqui é a razão da autonomia.
Um receptor para os dois. O adaptador USB único atende teclado e mouse, ocupando uma porta só. Liga e funciona, sem instalar nada.
A prova de derramamento é real e subestimada. Café derrubado em teclado é a causa de morte mais comum do acessório. O dreno interno dá tempo de desligar e secar.
Onde ele não é a escolha
Três limites honestos:
Não é para digitar oito horas por dia com conforto máximo. As teclas são de curso curto e o toque é discreto — bom, não memorável. Quem escreve profissionalmente e sente a diferença entre teclados vai querer algo melhor, e vai pagar três a cinco vezes mais por isso.
Não é para jogos. A conexão por receptor comum tem latência maior que a de periféricos de jogo, e o mouse é simples: dois botões, roda, sem ajuste fino de sensibilidade nem botões extras.
Não conecta em tablet, TV ou celular. É receptor USB, não Bluetooth. Se você precisa parear com um iPad ou uma smart TV, este conjunto não serve — e essa é a confusão mais comum na hora da compra.
Para quem faz sentido
Para computador de mesa em casa ou no escritório, é o padrão. Resolve o problema pelo menor preço razoável, e não pede manutenção.
Para quem usa notebook em mesa fixa, é a compra que transforma a postura: notebook num suporte, teclado e mouse embaixo, e os ombros agradecem.
Para computador de uso compartilhado — recepção, consultório, sala de aula, casa da família —, a durabilidade e a ausência de configuração são exatamente o que se quer.
Para quem tem PC atrás do monitor ou embaixo da mesa, o receptor USB único evita a bagunça de dois cabos.
Não compre se você precisa de Bluetooth, se joga a sério ou se digita tanto que o teclado virou ferramenta de ofício. Nesses três casos, o dinheiro rende mais em outro produto.
Onde comprar
O Tectônica pode receber comissão por compras feitas a partir do link acima, conforme o aviso no topo desta análise. Preços consultados na Amazon Brasil em 9 de setembro de 2026 e sujeitos a mudança.
Fontes: 1





