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Setor financeiro adota IA e protecao quantica contra fraudes

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Capítulo 8 do Tecnologia em Perspectiva
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O setor financeiro global enfrenta uma dupla corrida tecnológica impulsionada pela necessidade de conter fraudes imediatas e proteger dados contra futuros ataques quânticos. Alertas de órgãos como o Reserve Bank of India, autoridade monetária central do país, e a CISA, Agência de Segurança Cibernética e de Infraestrutura dos Estados Unidos, orientam que bancos e fintechs priorizem sistemas compatíveis com a nova criptografia. A urgência decorre da prática conhecida como *Harvest Now, Decrypt Later*, na qual atores maliciosos armazenam grandes volumes de dados cifrados atuais para descriptografá-los quando a computação quântica evoluir. Diante desse risco — e de um relato circulando sem confirmação independente de que pesquisadores chineses teriam quebrado a criptografia RSA usando um sistema quântico da canadense D-Wave —, o NIST, Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia dos Estados Unidos, definiu padrões de proteção baseados em equações geométricas em reticulados multidimensionais.

Em paralelo, a inteligência artificial é empregada na contenção de fraudes por meio de soluções como o MuleHunter, desenvolvido pelo banco central indiano, e o Fraud Liability Protect, da empresa de pagamentos PayU, que alega redução de 83% nas fraudes do setor de viagens. No entanto, na análise do Professor, a inteligência artificial não resolveu a fraude, mas hipertrofiou a velocidade do combate em uma corrida assimétrica, na qual dados da empresa de visibilidade de redes Gigamon indicam que 77% das companhias que adotaram automação defensiva sofreram violações orquestradas por IAs maliciosas. O Professor vê nisso uma contradição entre a tecnologia e o direito, pois, embora os provedores vendam sistemas autônomos, os reguladores mantêm a responsabilidade civil e criminal exclusivamente sobre as instituições humanas. Essa pressão de custos tende a forçar instituições menores a terceirizar sua infraestrutura com fornecedores especializados, desenhando cenários futuros que variam entre o surgimento repentino do "Q-Day" — o momento em que um computador quântico viável expõe segredos guardados — e a delegação quase integral do monitoramento defensivo a agentes de inteligência artificial.

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