Google bloqueia raspadores de dados e enfrenta bots em anuncios
Capítulo 7 do Tecnologia em Perspectiva
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Entre 2025 e 2026, o Google intensificou uma ofensiva técnica e jurídica contra robôs de extração de dados. No aspecto técnico, a empresa adotou o sistema SearchGuard, focado em desafios comportamentais em JavaScript, eliminou a exibição simultânea de cem resultados de busca e passou a ocultar links de destino sob hashes temporários. No campo jurídico, a Alphabet processou a provedora SerpApi com base na Seção 1201 do DMCA, a Lei dos Direitos Autorais americana, acusando-a de executar centenas de milhões de requisições falsificadas por dia. A SerpApi defende-se alegando que a gigante de tecnologia utiliza a legislação de forma abusiva para arquitetar um monopólio sobre as informações da web. A disputa teve um desdobramento institucional quando uma juíza federal rejeitou a reclamação inicial por considerar que as barreiras protegem a receita de anúncios e não a guarda autoral, levando a Alphabet a apresentar uma petição emendada.
Essa mudança de cenário decorre da fome massiva de dados dos novos modelos de inteligência artificial. Para contornar as proteções, os robôs passaram a utilizar navegadores invisíveis e redes de IPs residenciais autênticos, emulando interações humanas com tamanha precisão que ativam acidentalmente rastreadores do Google Ads. Como resultado, dados da indústria apontam que cerca de 11,5% dos cliques em campanhas publicitárias pagas permanecem sendo originados por bots. Paralelamente, circulam em fóruns especializados rumores não verificados de que a OpenAI financiava em segredo a infraestrutura da SerpApi até maio de 2024. Na análise do Professor, a intenção primária da Alphabet é sufocar o aterramento de dados em tempo real de inteligências artificiais concorrentes e transformar violações de termos de serviço em crime federal. Caso o Judiciário referende os bloqueios, o cenário apontado é a destruição do ecossistema de dados secundários e a oligopolização total das informações da web, forçando o mercado a depender de licenças corporativas vendidas pelas empresas dominantes.





