Testes militares com Seaglider avançam e tanque Leclerc recebe melhorias
Capítulo 6 do Tecnologia em Perspectiva
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O Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos expandiu seu contrato com a startup REGENT Craft para US$ 19,25 milhões, dando início à Fase 4 de testes do Seaglider, um veículo elétrico projetado para voar em efeito solo sobre a água. O protótipo, batizado de Viceroy, tenta contornar os problemas históricos de instabilidade que comprometeram projetos aeromarítimos do passado, como os ecranoplanos soviéticos, recorrendo a uma dinâmica operacional em três etapas: flutuação por casco, elevação sobre hidrofólios e voo rasante sustentado por um colchão de ar. A fabricante sustenta que a tecnologia amadureceu para uso militar e que o perfil de voo e a propulsão elétrica dificultam a detecção por radares e assinaturas térmicas. Esta nova etapa visa integrar o veículo aos sistemas de comando e controle em combate, embora dados sobre datas, locais e a participação de tripulações militares permaneçam reservados. Na análise do Professor, essa movimentação busca suprir a necessidade urgente do Pentágono por redes logísticas ágeis em cenários fragmentados como o Indo-Pacífico, abrindo caminho para a provável adoção do modelo como o principal transporte tático das forças anfíbias americanas até o final da década.
Simultaneamente, a Direção Geral de Armamento da França devolveu ao Exército as duas primeiras turbomáquinas do tanque Leclerc revisadas pelo Serviço Industrial da Aeronáutica, ateliê estatal do setor aéreo, em vez de recorrer à indústria terrestre tradicional. O blindado incorpora componentes herdados do desenvolvimento de helicópteros no sistema Hyperbar, cuja turbomáquina atua como unidade de força auxiliar silenciosa e compressora de ar para o propulsor a diesel. Essa mudança na gestão da manutenção gerou entregas antecipadas e mais baratas do que os orçamentos do setor privado, estabelecendo a meta de alcançar vinte e cinco reparos anuais a partir de 2027. O Professor vê nessa decisão uma estratégia para garantir a soberania técnica e elevar a prontidão da frota blindada ao assegurar que peças de alta complexidade aeronáutica sejam tratadas diretamente por especialistas do Estado.





