Japão planeja elevar defesa para 3,5 por cento do PIB em meio à espionagem chinesa
Capítulo 2 do Tecnologia em Perspectiva
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O governo japonês avalia estabelecer uma nova meta orçamentária de defesa de médio prazo em 3,5% do Produto Interno Bruto (PIB), alinhando-se aos padrões da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), ainda que fontes ministeriais alertem que o teto aprovado possa ser mais modesto, próximo de 3%. Historicamente limitado a cerca de 1% por sua constituição pacifista, esse avanço financeiro ganhou fôlego com a vitória de Genta Koja na eleição para governador de Okinawa, encerrando um ciclo de doze anos do grupo opositor "All Okinawa". Na análise do Professor, a sincronia entre a província e Tóquio reduz os obstáculos civis e legais para a militarização das ilhas do sudeste, blindando a região contra pressões chinesas, embora a imprensa asiática alegue que esse salto de financiamento corra o risco de causar tremores nos mercados de títulos.
A escalada estratégica também atinge o espaço e o campo invisível da inteligência. A Força Espacial dos Estados Unidos confirmou oficialmente a implantação de armas em órbita para defender forças em terra, ao passo que circulam rumores sem confirmação independente sobre avisos aéreos norte-americanos dirigidos à aviação russa. Paralelamente, dados publicados pelo jornal *Taipei Times* sustentam a presença de até cem mil informantes chineses disfarçados de civis em Taiwan, além de 180 mil agentes dedicados, um contraste acentuado frente à estimativa oficial histórica de apenas cinco mil infiltrados mantida pelo National Security Bureau de Taiwan.
O Professor vê nisso uma provável mudança doutrinária voltada ao uso de informantes de acesso situacional, como empresários e estudantes, o que reduz a visibilidade da contra-inteligência estatal. O cenário decorrente dessa aceleração indica o fim da era de dissuasão ambígua na região, abrindo espaço para que eventuais células dormentes deflagrem graves paralisias de cibersegurança e sabotagens na infraestrutura taiwanesa no caso de uma crise aguda.





