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Silver Pines: o terror em preto e vermelho que a crítica comparou a Silent Hill e Twin Peaks

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Matéria narrada pelo Professor

Silver Pines, o primeiro jogo do pequeno estúdio sueco-norueguês Wych Elm Games, publicado pela Team17, chegou em 8 de outubro de 2026 para PC, PS5, Xbox Series, Switch e Switch 2. É um jogo de terror de sobrevivência em que um detetive particular procura um músico desaparecido numa cidade quase abandonada, com visual em duas dimensões e meia, quase todo em preto e branco, com manchas de vermelho. A estreia foi forte: média 87 no OpenCritic, 85 no Metacritic e 93% de avaliações positivas dos jogadores na Steam. Custa R$ 67,99 no PC e tem textos em português. Esta matéria explica a história, como se joga, o que a crítica elogiou e o que ela apontou como limite.

A ficha

Item Silver Pines
Estúdio Wych Elm Games (Suécia e Noruega)
Publicadora Team17
Lançamento 8 de outubro de 2026
Plataformas PC (Steam), PS5, Xbox Series X\ S, Switch e Switch 2
Gênero terror de sobrevivência com exploração em mapa interligado
Preço na Steam Brasil R$ 67,99 (R$ 61,19 com 10% de desconto até 22/10); Deluxe R$ 87,99
Preço nos EUA US$ 24,99; Deluxe US$ 31,99
Idiomas textos e legendas em português do Brasil; vozes em inglês
Duração de 8 a 12 horas, segundo as críticas
Demo gratuita na Steam
Notas OpenCritic 87; Metacritic 85 (PC e PS5); Steam 93% positivas

Quem fez

A Wych Elm Games tem cinco pessoas, que trabalham a distância entre a Suécia e a Noruega. Os dois autores do jogo são Linus Larsson, cofundador, responsável pelo desenho das fases, e Mattias Snygg, responsável pela arte e pela animação. Segundo a revista Fangoria, os dois vêm da Arrowhead, o estúdio sueco de Helldivers 2, e Larsson cita na carreira também The Darkness e Yoku’s Island Express.

A ideia nasceu em 2021, e o desenvolvimento levou mais de quatro anos, no motor gráfico Unity. O jogo foi anunciado em outubro de 2025, ganhou trailer de jogabilidade em março de 2026 e teve a data revelada em junho, junto com a confirmação da versão para Switch 2. Segundo a equipe, o material que ficou de fora daria, provavelmente, para mais três jogos.

A história

O protagonista é Red Walker, um detetive particular contratado para encontrar Eddie Velvet, um músico desaparecido. A pista leva Walker a Silver Pines, uma cidade semiabandonada, e a um empregador que só fala com ele por telefone. Conforme a investigação avança, o caso revela o passado sombrio do lugar, e a busca vira um pesadelo. A voz de Walker é do ator Chase Brown.

O tom é de filme noir, o gênero policial dos anos 1940, de detetives cansados, cidades corrompidas e sombras fortes, misturado ao terror psicológico. A crítica do site TheSixthAxis resumiu o resultado no título: “Silent Hill reimaginado por David Lynch”.

O visual

É o que mais chama a atenção. O jogo usa 2.5D, isto é, cenários e personagens com profundidade, mas movimento lateral, como num jogo de plataforma. A tela tem formato de cinema, e a imagem é quase toda em preto e branco, com toques de vermelho: sangue, luzes, detalhes que importam.

A animação foi feita por rotoscopia, a técnica de desenhar por cima de filmagens de atores reais, quadro a quadro. Só o protagonista tem mais de 1.800 quadros desenhados, segundo o site especializado 80.lv. O resultado é um movimento natural e, ao mesmo tempo, estranho, que combina com o clima do jogo.

Como se joga

Silver Pines é um metroidvania de terror: a cidade é um grande mapa interligado que se abre aos poucos, conforme o jogador encontra chaves, ferramentas e soluções. Portas trancadas e enigmas pendentes ficam marcados no mapa, para que nada se perca.

Do terror de sobrevivência clássico, vêm as regras de escassez:

– Inventário limitado e munição rara: cada tiro precisa valer.

– Recarga manual, feita pelo próprio jogador, e digitação de códigos em tempo real: o jogo não pausa enquanto inimigos se aproximam.

– Armas brancas e de fogo: cinco ou seis para o corpo a corpo e mais de dez armas de fogo.

– Ervas que se combinam para curar, como nos primeiros Resident Evil.

– Mementos, objetos que dão vantagens permanentes a quem os equipa.

Há quatro níveis de dificuldade, do Relaxed, para quem quer a história com menos tensão, ao Nightmare, para quem quer sofrer.

As inspirações

Os criadores falaram abertamente das referências. Nos games, os primeiros Resident Evil e Silent Hill. No cinema e na televisão, o diretor John Carpenter, os filmes Alucinações do Passado e A Estrada Perdida, o suspense 8mm, e as séries Arquivo X e Twin Peaks. Nas artes, os pintores Francis Bacon e Goya e o quadrinista japonês de terror Junji Ito.

Quem conhece essas obras reconhece no jogo a cidade pequena com segredos, o investigador fora de lugar e a sensação de que algo não está certo, mesmo quando nada acontece.

O que a crítica elogiou

A recepção foi quase unânime. No OpenCritic, 97% dos críticos recomendam o jogo, numa média de 87 com 29 críticas. No Metacritic, a nota é 85 no PC e no PS5. Algumas notas de veículos:

Veículo Nota
CGMagazine 10
DualShockers 9,5
TheSixthAxis 9
Meristation 9
Bonus Action (Switch 2) 9
GamesRadar+ 4,5 de 5
PSU (PS5) 8,5
GamingBolt 8
The Guardian 80
TheXboxHub (Xbox) 4 de 5
Checkpoint Gaming 70

Os pontos mais elogiados são a atmosfera, o som, a trilha com influência de jazz e a dublagem; os enigmas e o mapa, que ajudam a não se perder; o combate com peso, em que cada golpe se sente; o visual noir; o mistério, que prende até o fim; e os chefes, que recompensam quem chega preparado.

Onde estão os limites

As mesmas críticas apontam as condições em que o jogo agrada menos. O combate é simples e os inimigos comuns têm pouca variedade. O formato de mapa interligado exige ir e voltar bastante pela cidade. O jogo aposta mais no clima do que no susto, então quem procura sustos a cada esquina pode se decepcionar. Alguns enigmas são obscuros, o inventário é apertado de propósito e os controles são pesados na exploração. Na versão de PC, houve relatos de travamento ao alternar janelas do computador.

No Switch 2, o site Bonus Action viu personagens e inimigos atravessando partes do cenário, sem impedir o avanço. Não há medições de desempenho publicadas para os consoles da Nintendo.

Por que as notas variam tanto

A distância entre o 10 da CGMagazine e o 70 da Checkpoint Gaming conta muito sobre o jogo. Quem deu nota máxima valorizou o que Silver Pines tem de único: a direção de arte, o som, a história e a sensação de estar dentro de um filme. Quem deu nota mais baixa pesou o que ele tem de tradicional, como o combate simples e o vai e vem pelo mapa, heranças diretas dos jogos de terror dos anos 1990 que o inspiraram.

Na prática, a nota que cada jogador daria depende do que procura. Para quem quer clima e mistério, a crítica foi quase unânime: 97% dos críticos reunidos no OpenCritic recomendam o jogo. Para quem quer ação variada, o melhor é testar a demo antes.

Dicas para começar

– Teste a demo na Steam para sentir o ritmo e o visual.

– Escolha a dificuldade com calma: o Relaxed deixa a história em primeiro plano; os níveis mais altos cobram cada bala.

– Consulte o mapa sempre: ele marca as portas trancadas e os enigmas pendentes.

– Economize munição e use as armas brancas contra inimigos fracos.

– Combine as ervas do inventário, como nos clássicos do gênero.

– Equipe os mementos que combinam com seu estilo de jogo.

– Jogue com fone de ouvido: o som é um dos pontos mais elogiados.

O que dizem os jogadores

Na Steam, as avaliações dos jogadores estão em “Muito positivas”, com 93% de aprovação em 547 análises. No Metacritic, a nota dos usuários é 8,4.

Onde jogar e quanto custa

O jogo está à venda para PC na Steam, PS5, Xbox Series X|S, Switch e Switch 2. Na Steam brasileira, custa R$ 67,99 na versão padrão, com 10% de desconto até 22 de outubro, por R$ 61,19. A edição Deluxe, com livro de arte digital e trilha sonora, sai por R$ 87,99, ou R$ 79,19 na promoção. Os preços em reais nas lojas dos consoles não haviam sido divulgados pelas fontes consultadas.

No Xbox, o jogo é Xbox Play Anywhere: comprado uma vez, roda no console e no PC. Não faz parte do Game Pass no lançamento.

Para PC, os requisitos mínimos são modestos: Windows 10, processador Intel Core i5-4460 ou AMD Ryzen 3 1200, 8 GB de memória, placa de vídeo GeForce GTX 660 Ti ou Radeon R9 270X e 5 GB de espaço. Há demo gratuita na Steam, boa forma de testar o clima antes de comprar. A versão de PC tem 23 conquistas.

Para quem joga no Steam Deck, o site Steam Deck HQ relata que o jogo completo fica abaixo de 60 quadros por segundo no portátil da Valve, e que uma atualização acrescentou a opção de rodar com DirectX 11 por causa de problemas de desempenho. São relatos do site, ainda sem medição oficial.

Para quem é

Silver Pines é para quem gosta de terror de atmosfera, de investigação e de exploração paciente, e para quem cresceu com os primeiros Resident Evil e Silent Hill. Com 8 a 12 horas de duração, cabe bem em poucas semanas de sessões curtas, de preferência à noite, com as luzes apagadas e o fone no ouvido. E, com preço abaixo do de um lançamento grande e textos em português, é uma porta de entrada acessível para quem nunca experimentou o gênero. Também agrada a quem gosta de cinema noir e de séries como Twin Peaks e Arquivo X. Quem prefere ação rápida e sustos frequentes deve começar pela demo.

O fecho

Silver Pines é o tipo de estreia que aparece poucas vezes: cinco pessoas, quatro anos de trabalho, um visual próprio e notas de jogo grande, por um preço de jogo pequeno. Para quem gosta de terror que se instala devagar, é um dos lançamentos de outubro.

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