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Ace Combat 8: Wings of Theve chega com nota 88, a campanha mais longa da série e o maior modo online da franquia

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Matéria narrada pelo Professor

Ace Combat 8: Wings of Theve, o novo jogo de combate aéreo da Bandai Namco, chegou ao PC, ao PlayStation 5 e ao Xbox Series X|S no começo de outubro de 2026, com acesso antecipado de três dias para quem comprou a edição Deluxe. A crítica recebeu bem: em 5 de outubro, a versão de PlayStation 5 tinha nota 88 no Metacritic, a mesma do Xbox, e a de PC, 86; no OpenCritic, 99% dos críticos recomendavam o jogo. É o primeiro capítulo principal desde Ace Combat 7, de 2019, que já vendeu 7,5 milhões de cópias. Esta matéria explica o que é o jogo, a história, o que mudou no voo e no modo online, o que a crítica elogiou e criticou, como ele roda no PC e quanto custa no Brasil.

O que é Ace Combat 8

Ace Combat é uma série de combate aéreo de estilo arcade: o jogador pilota caças reais, como o F-16 ou o F-22, mas com controles simplificados e missões cinematográficas. Não é um simulador de voo. A ideia é a emoção da batalha, não a fidelidade da cabine.

Wings of Theve é o oitavo capítulo numerado. Foi anunciado em dezembro de 2025, no The Game Awards, a premiação anual da indústria de jogos. O desenvolvimento começou em 2021, segundo a Wikipédia, e ficou a cargo da Bandai Namco Aces, estúdio formado em 2022 pela Bandai Namco, com 51%, e pela produtora ILCA, com 49%. A loja da Steam apresenta o jogo como obra do Project Aces, a equipe interna da Bandai Namco que cuida da série desde 2012. O motor gráfico é o Unreal Engine 5, da Epic Games.

A trilha sonora tem entre os compositores Keiki Kobayashi, e o roteiro é assinado por Sunao Katabuchi.

Data de lançamento: 1º ou 2 de outubro?

A data aparece de dois jeitos, conforme a fonte. A Steam e a loja do Xbox nos Estados Unidos marcam 1º de outubro de 2026 para a edição padrão e 28 de setembro para o acesso antecipado da Deluxe. O comunicado oficial distribuído na Europa, a Wikipédia e o Metacritic falam em 2 de outubro, com acesso antecipado em 29 de setembro.

A explicação mais provável é o fuso horário: um lançamento liberado à noite nas Américas já cai no dia seguinte na Europa e na Ásia. É uma inferência, não um dado oficial, mas as duas datas descrevem o mesmo lançamento, nas três plataformas ao mesmo tempo.

Acesso antecipado, aqui, é o direito de jogar o jogo completo alguns dias antes do lançamento oficial, pago a mais na edição Deluxe. Não se trata de versão inacabada.

A história: um piloto que veste o nome de uma lenda

A série se passa quase sempre em Strangereal, um mundo inventado, com países, continentes e história próprios, mas com aviões reais. Ace Combat 8 volta a esse mundo, uma década depois dos acontecimentos de Ace Combat 7.

O ano é 2029. A República de Sotoa invade de surpresa a Federação da Usea Central, a FCU, que perde a maior parte do território e quase toda a força militar. Theve é a capital da federação. O jogador é um piloto resgatado no mar pelo Endurance, um porta-aviões envelhecido que virou abrigo de refugiados da capital.

O título do jogo explica o enredo. “Wings of Theve”, as asas de Theve, é o apelido de um ás lendário da federação, que morre numa emboscada logo no começo da campanha. O protagonista, chamado pelo codinome Rex, passa a carregar esse nome como peça de propaganda, para levantar o moral de um país em guerra. A história trata de identidade, de dever e de manter vivo um mito que dá esperança, segundo a crítica do site Worthplaying.

Há também vilões que não usam uniforme: a Enso Order, uma megacorporação que lucra com a guerra por meio de propaganda e inteligência artificial, segundo a crítica do site brasileiro Omelete. E a série mantém a tradição das superarmas: satélites de bombardeio e enormes encouraçados terrestres, navios de guerra que andam sobre terra firme.

Pela primeira vez, as cenas da história são mostradas em primeira pessoa, pelos olhos do piloto. Entre as missões, o jogador convive com o esquadrão no navio.

A campanha

A campanha tem 30 missões, segundo as críticas do Worthplaying e do Omelete. A crítica do ComicBook estimou cerca de 25 horas para concluí-la, e a do GamingBolt a chamou de a campanha mais longa da história da série principal.

As missões variam bastante: duelos aéreos, bombardeios de alvos no solo, batalhas contra chefes, que são esquadrões inimigos de elite, trechos furtivos e a tradicional passagem por dentro de um túnel. Há também, de forma opcional, reabastecimento em pleno voo e pouso no porta-aviões.

Algumas mudanças de jogo apareceram em quase todas as análises:

– Duas armas especiais ao mesmo tempo. Antes, o piloto escolhia uma só por missão.

– Comandos para os colegas de esquadrão, com equipamento ajustável, que fazem diferença real numa missão, segundo o Worthplaying.

– Dois esquemas de controle: o básico, mais automatizado, e o avançado, com controle separado de cada eixo do avião.

– Nuvens que mudam o combate. Um sistema próprio de nuvens em camadas, chamado Cloudly, faz a condensação atrapalhar a visão, o gelo se acumular no avião e as nuvens interferirem na mira dos mísseis.

O jogo tem mais de 30 aviões em quatro categorias, liberados com dinheiro ganho nas missões, que também compra peças e armas especiais.

O modo online

A Bandai Namco chama o modo online de Ace Combat Online e o descreve como a experiência multijogador mais ampla da história da série.

A porta de entrada é uma base aérea virtual, um ambiente compartilhado com até 100 jogadores, onde cada um circula com um avatar personalizado antes de decolar. Há jogo entre plataformas, ou seja, quem joga no PC enfrenta e coopera com quem joga no PlayStation e no Xbox.

Os modos citados pelas críticas são:

– Co-op Assault: os jogadores disputam pontos destruindo alvos controlados pelo computador;

– Co-op Warfare: mistura inimigos do computador com disputa entre jogadores;

– Scramble: quatro contra quatro, contra um chefe;

– Emergency Sortie: desafios difíceis, com tentativas limitadas e as maiores recompensas;

– Deathmatch e Team Deathmatch: todos contra todos e equipe contra equipe.

Os modos entram em rodízio, e há um passe de temporada, chamado Premium Ace Pass, que libera aviões e itens visuais com o tempo.

O que a crítica elogiou

A recepção foi das melhores do ano. Em 25 de setembro, quando as primeiras análises saíram, a nota 88 da versão de PlayStation 5 colocava o jogo em 20º lugar entre os mais bem avaliados de 2026, segundo o site Digital Citizen.

Agregador ou veículo Nota Data da consulta ou publicação
Metacritic, PlayStation 5 88 (60 críticas) 5 de outubro de 2026
Metacritic, Xbox Series X 88 (7 críticas) 5 de outubro de 2026
Metacritic, PC 86 (34 críticas) 5 de outubro de 2026
OpenCritic, média dos principais críticos 87, com 99% de recomendação 5 de outubro de 2026
Omelete, Brasil 100 25 de setembro de 2026
PC Gamer 92 —
GameSpot 8 de 10 —
GamingBolt 9 de 10 25 de setembro de 2026

Os pontos mais elogiados se repetem:

O combate. Rápido, de fácil aprendizado e difícil de dominar, segundo o ComicBook. A PC Gamer resumiu o jogo como a ação aérea de arcade levada ao nível mais refinado possível.

A história. O GamingBolt chamou a campanha de uma história fenomenal sobre a guerra e seus efeitos sobre gente comum. O Omelete, que deu nota máxima, destacou a narrativa como uma das mais ambiciosas da série.

O visual e o som. As nuvens foram citadas como destaque técnico, e a trilha mistura orquestra e rock.

O modo online, considerado o mais completo da franquia, com fôlego para manter o jogador por muito tempo.

O que a crítica apontou como problema

O consenso positivo não veio sem ressalvas. As mais citadas:

Ritmo da campanha. Várias análises notaram uma queda no meio da história, com uma sequência longa de missões de bombardeio e menos combate aéreo. O GamingBolt achou a missão final fraca depois de batalhas contra chefes muito boas.

Narrativa carregada. Cenas que freiam o ritmo e diálogos exageradamente dramáticos apareceram em algumas críticas, segundo o Digital Citizen. A CGMagazine, que deu 8, foi a mais dura: achou a história incoerente e difícil de acompanhar.

Repetição. O ComicBook observou que os duelos aéreos comuns podem cansar com o tempo, compensados pelas grandes cenas da campanha.

Esperas no modo online. O GamingBolt achou os menus lentos, por causa das verificações constantes de conexão, e o Omelete relatou longas esperas entre partidas nos testes antes do lançamento.

Outros pontos isolados: a seleção de alvos, a mixagem de som, a cobrança agressiva de itens no modo online e o fato de o progresso da campanha não passar para o modo online.

Como roda no PC

O PC é a plataforma com mais reclamações dos jogadores, e o motivo está nos requisitos publicados na Steam.

O jogo exige placa de vídeo com ray tracing, a técnica que simula o comportamento real da luz, com reflexos e sombras mais realistas. Não dá para desligá-lo. Exige também Windows 11, unidade de armazenamento do tipo SSD e 150 GB livres.

O mínimo é uma placa GeForce RTX 2060 ou Radeon RX 6600 XT, com 16 GB de memória, para rodar em resolução Full HD com ampliação de imagem, técnica que desenha a cena menor e a estica para a tela, a 30 quadros por segundo no gráfico baixo. A taxa de quadros, o número de imagens mostradas por segundo, define a fluidez. O recomendado, para 60 quadros por segundo no gráfico médio, pede uma RTX 3070 ou RX 6800 e 32 GB de memória.

Em 29 de setembro, durante o acesso antecipado, o site Notebookcheck relatou avaliações divididas na Steam, com quedas de quadros em combates intensos, pouca liberdade para ajustar a ampliação de imagem e suporte limitado a manches e manetes de simulação. A Bandai Namco respondeu na própria Steam, falando de relatos de travamento e recomendando atualizar o driver da placa de vídeo. Mesmo assim, o jogo estava naquele dia em primeiro lugar entre os mais vendidos da loja.

A crítica de PC do Worthplaying, com máquina forte, registrou 60 quadros por segundo ou mais, com quedas breves em transições rápidas. No Steam Deck, o computador portátil da Valve, rodou perto de 30 quadros com tudo no mínimo, e o modo online travou nos testes feitos em Linux.

Em 5 de outubro, a avaliação geral dos jogadores na Steam era “Ligeiramente positiva”, com cerca de 79% de recomendações em mais de 12,5 mil análises. Entre as escritas em português, a aprovação chegava a 83%.

Quanto custa e o que vem em cada edição

Na Steam brasileira, em 5 de outubro de 2026, a edição padrão custava R$ 309,50 e a Deluxe, R$ 397,50. Nos Estados Unidos, os preços são de 69,99 e 89,99 dólares.

A Deluxe inclui o acesso antecipado, um pacote de visuais para aviões e personagens e o passe de temporada Premium Ace Pass Plus. Quem fez a reserva antes do lançamento ganhou o avião F-14A e uma cópia de Ace Combat Zero: The Belkan War, jogo de 2006 do PlayStation 2, lançado agora na Steam.

O jogo tem interface e legendas em português do Brasil. A dublagem completa existe em inglês, japonês e chinês tradicional.

A série e o peso de Ace Combat 7

Ace Combat estreou em 1995, no primeiro PlayStation. Wings of Theve é o nono jogo da linha principal.

O antecessor direto pesa sobre a expectativa. Ace Combat 7: Skies Unknown, de 2019, chegou a 7,5 milhões de cópias vendidas em junho de 2026, segundo a própria Bandai Namco e o Project Aces. É o jogo mais vendido da série e responde por cerca de 35% dos 21,5 milhões de cópias da franquia inteira. Foram sete anos de espera por um novo capítulo, e o público que Ace Combat 7 formou é o primeiro alvo de Ace Combat 8.

O lançamento também caiu numa janela movimentada, ao lado de The Witcher 3 Remastered, Minecraft Dungeons 2 e do acesso antecipado de Gears of War: E-Day, como lembrou o Digital Citizen. A divulgação seguiu depois do lançamento: em 4 de outubro, a conta oficial do PlayStation publicou um vídeo curto sobre a comida que abastece os pilotos a bordo do porta-aviões.

O que não se sabe

– Quantas cópias Ace Combat 8 vendeu. A Bandai Namco ainda não divulgou números de venda.

– Quando sai a correção para o PC. A empresa reconheceu os relatos de travamento, mas não anunciou data para um ajuste de desempenho.

– Se o ray tracing obrigatório vai ganhar alternativa para placas de vídeo mais antigas.

– O calendário do modo online. Os modos entram em rodízio, e o plano das próximas temporadas do passe ainda não foi detalhado.

O fecho

Ace Combat 8: Wings of Theve chega como a volta da série ao centro do palco: uma campanha longa, com história ambiciosa sobre um piloto que carrega o nome de uma lenda, e o modo online mais completo que a franquia já teve. A crítica foi quase unânime nos elogios ao combate, à trilha e ao visual. Para quem gosta de batalhas aéreas de cinema, com controle acessível e muito céu para explorar, é um dos lançamentos mais celebrados do ano, nos consoles e, com placa de vídeo à altura, também no PC.

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