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Falta de chips de IA gera deflação na China e impulsiona Taiwan

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Capítulo 3 do Tecnologia em Perspectiva
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A intensa procura por servidores de inteligência artificial tem estrangulado o fornecimento de módulos de memória para eletrônicos de consumo, forçando grandes marcas de smartphones — como Apple, Huawei, Xiaomi e Oppo — a elevar os preços de venda. Enquanto a economia de Taiwan se expande rapidamente impulsionada pelos fornecedores de equipamentos de testagem térmica e de tráfego óptico para chips, surgem alertas sobre distorções na cadeia global: a fabricante de computadores Acer apontou que fornecedores usam a corrida da tecnologia como pretexto para inflacionar peças com abastecimento estável. Na análise do Professor, essa dinâmica reflete uma transferência brutal de riqueza ditada pelas prioridades de investimento do setor.

Ao mesmo tempo, as sanções americanas que proíbem a exportação dos componentes mais avançados para a China levaram a divisão de nuvem da Huawei a projetar clusters que interligam mais de mil cartões de processamento de menor capacidade para entregar alta performance de treinamento. O Professor vê nisso uma engenharia de força bruta em escala que atrai imensos recursos fabris e financeiros para a construção de superclusters em detrimento da infraestrutura civil, retirando poder de compra dos cidadãos e aprofundando o cenário de deflação interna. Se as alegações técnicas da empresa se confirmarem em testes independentes e sem gargalos físicos, a projeção indica um cenário de dupla polarização regional, no qual blocos não alinhados aos Estados Unidos passarão a adotar infraestruturas chinesas, dividindo o planeta em dois ecossistemas computacionais sem diálogo entre si.

Fontes: 1 · 2 · 3

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