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Google expande TPUs para 1 milhão de chips e data centers recorrem a baterias ociosas

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Capítulo 4 do Tecnologia em Perspectiva
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Durante o evento SEMICON Taiwan, o Google delineou planos para dimensionar seus sistemas de inteligência artificial e integrar até um milhão de TPUs (Unidades de Processamento Tensorial), interconectando múltiplos data centers geograficamente distantes por redes de fibra óptica de altíssima velocidade. Contudo, relatos da publicação asiática DIGITIMES apontam que o principal gargalo dessa escalada migrou da capacidade computacional para o abastecimento elétrico. Diante da incapacidade das concessionárias em acompanhar o ritmo de consumo, centros de processamento começaram a recorrer a bancos de baterias ociosas de veículos elétricos, armazenando energia na madrugada para descarregá-la durante os picos operacionais e evitar colapsos na rede local.

Na análise do Professor, esse gargalo físico pode transformar profundamente o setor de nuvem, tornando provável que as gigantes da tecnologia precisem atuar como companhias de infraestrutura energética, investindo em reatores nucleares modulares, fontes solares dedicadas ou usinas geotérmicas, além de buscarem jurisdições com eletricidade abundante e ininterrupta. Paralelamente, a indústria do silício reflete essa busca por eficiência: enquanto a Intel cancela projetos internos de fabricação e corta custos para conter sangramentos financeiros, a taiwanesa MediaTek avança ao focar em *edge AI* (inteligência artificial de borda), que processa dados diretamente nos dispositivos finais e alivia a carga sobre os data centers. O Professor vê nesse contraste a demonstração de que a sobrevivência das empresas não depende mais apenas do poder de cálculo bruto, mas sim da agilidade para otimizar o consumo energético e reduzir os custos sistêmicos.

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